12 fevereiro 2015

Como fugir do Carnaval: um guia de sobrevivência

postado por Manu Negri



Entra a propaganda da Globeleza na TV e você já começa a se coçar. Passa por faixas na rua, uma atrás da outra, divulgando os bloquinhos de rua, e sente um princípio de taquicardia. Prefere escutar o novo álbum do Latino ao contrário do que deixar a janela do apartamento aberta pra entrar o som das marchinhas.

Já entendemos, amiguinho: o carnaval não foi feito pra você, criatura introspectiva e de alma centenária. Mas como resistir à pressão social de se juntar àquela gente pulando suada e derramando cerveja quente em cima de todo mundo (que aparentemente está pouco se importando)?
1. Faça uma maratona no Netflix

Feriado foi feito pra descansar – debaixo do edredom, de preferência –, concorda?

Aproveite o carnaval pra fazer isso usando o Nextflix. Chama aquele(a) peguete, estoura uma pipoca no micro-ondas, prepara uma jarra de Tang Maracujá e se liga nas dicas de ouro do Monsterbox:

Conheça os 5 melhores truques para serem usados no Netflix – um link com sites e extensões pro navegador que deixam a experiência de uso desse serviço ainda melhor.

2. Faça uma maratona no Popcorn Time

Se você é mão-de-vaca e não quer pagar mensalidade no Netflix, saiba que existe um programa gratuito e ninja com a mesma função: o Popcorn Time.

Basta baixar aqui e ter acesso a um catálogo gigantesco de séries e filmes – inclusive lançamentos – com legendas à sua escolha. O programa acessa um arquivo de torrent da rede e o carrega em menos de um minuto para ficar pronto pra assistir.

De nada, viu?

3. Faça uma maratona

Lembra do Projeto 2015/2016? Então! Não tem hora melhor pra começar a missão de ficar com coxas de Panicat do que agora, onde todo mundo que você conhece estará aglomerado em bloquinhos de carnaval, tornando improvável a possibilidade de te assistirem correr na rua com a graça de um pinguim manco. Fique à vontade.

4. Assista a 50 tons de cinza no cinema

Considerando que o filme estreia hoje, dá pra programar um dia aí do feriado onde possa haver uma sessão com uma quantidade menor de meninas histéricas suspirantes. É uma boa oportunidade pra descontrair, estudar o comportamento humano e dar risada de uma adaptação cinematográfica que promete ser pior que o livro.

Vai encontrar multidões do mesmo jeito? Vai. Mas pense pelo lado bom: você estará sentado e no ar condicionado.

5. Ponha em dia sua meta de leitura

Se você não tiver, crie uma. Principalmente se o último livro que você pegou fez parte da lista obrigatória do vestibular.

Crie uma conta no Skoob, descubra obras interessantes e de todos os tipos, dê uma olhada no saldo bancário (lembre-se que você estará economizando com bebidas, fantasias e desodorante) e parta para o Estante Virtual: uma espécie de mercado livre de sebos de todo canto do Brasil que vende livros a preço de banana.

Sim, você fica me devendo mais uma.

6. Passe o rodo nos restaurantes da cidade com o Chefs Club

Se quiser ignorar a dica número 3 e cair de boca na farofa, então precisa conhecer o Chefs Club.

Trata-se de um clubinho gastronômico onde você paga um valor irrisório de R$ 12,50 por mês e desfruta de vários restaurantes e lanchonetes com descontos de 30 a 50% nos pratos. Pronto, temos aí cinco dias pra aumentar o percentual de gordura corporal (na verdade, menos, sejamos sinceros aqui: muitos restaurantes não funcionam com o benefício em feriados, então fiquem ligadinhos aê).

E não, o Chefs Club não está me pagando pra escrever esse post (mas eu sou trouxa e escrevo. Por favor, me paguem).

7. Simplesmente corra para as montanhas

Às vezes, o desespero pode superar todas as outras emoções.

Há quem prefira fingir que esse período de fevereiro não existe e ir acampar, fazer trekking, escalada ou se isolar em um retiro espiritual.  Mas, se onde você mora não existem montanhas, lamento.

Nesse caso, só resta tomar um quartinho de Rivotril e deitar.


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Esse post faz parte da blogagem coletiva de fevereiro do Rotaroots no Facebook, um grupo de blogueiros que quer resgatar um pouco da blogosfera old school.


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