18 agosto 2015

Filmes da semana #1

postado por Manu Negri


É, eu sei. Andei pulando uns diazinhos no BEDA (Blog Everyday August), mas é que tá osso, e eu detesto a ideia de ter que preencher os posts do projeto só por preencher. Então, falando um pouco mais de cinema (SEMPRE É POCO, MANDA MAIS) e alimentar o bloguinho, resolvi inaugurar uma seção com os filmes que eu assistir a cada semana. :)

Ex Machina


Caleb (Domhnall Gleeson), jovem programador de computadores, ganha um concurso na empresa onde trabalha para passar uma semana na casa de Nathan Bateman (Oscar Isaac), o brilhante e recluso presidente da companhia. Após sua chegada, Caleb percebe que foi o escolhido para participar de um teste com a última criação de Nathan: Ava (Alicia Vikander), uma robô com inteligência artificial. No entanto, essa criatura se apresenta sofisticada e sedutora de uma forma imprevisível.

Vamos combinar que esse é o PRIMEIRO FILME do diretor Alex Garland e o cara já arrasa. Numa atmosfera de constante tensão, em Ex Machina acompanhamos Caleb - um jovem tímido e inseguro, contrastando fortemente com a figura descolada e cheia de si de Nathan - em sua missão de aplicar o Teste de Turing em Ava e descobrir se o comportamento que ela apresenta é equivalente ao de uma máquina ou de um ser humano. O problema, como a sinopse acima sugere, é que ele cai num jogo de manipulações e não sabe se confia nela ou em seu criador. Caleb passa a se importar com os sentimentos - pera, sentimentos? - de Ava, interpretada com muito equilíbrio entre curiosa, impulsiva e inocente pela menina Vikander, levando a um ato final ligeiramente previsível apesar de ir contra o que o espectador deseja, deixando-nos a pergunta-chave: "afinal, Ava agiu como robô ou não?"




Jenny's wedding


Jenny (Katherine Heigl) provoca uma mudança radical em sua família, unida e bem convencional, quando anuncia que irá se casar. Ao revelar a pessoa com quem quer passar o resto dos dias e despedaçar o coração de seus pais, Jenny precisa se reinventar e tentar se reconectar com todos.

A sinopse bem que tentar manter um suspense, mas logo nas primeiras cenas sabemos que Jenny, na verdade, é lésbica e escondeu isso da família durante a vida toda. O filme, vendido como comédia romântica talvez por ter a Katherine Heigl de protagonista, não tem nada que nos faça morrer de rir. Ao longo do tempo, se revela um drama que aborda a complicada relação familiar que se forma quando um membro sai do armário, os tabus, preconceitos, hipocrisias e mostra que nada é como parece ser. Apesar de ser aguinha com açúcar, duvidar da inteligência do público às vezes e de não haver a MENOR química entre Katherine e Alexis Bledel (que interpreta Kitty, a namorada da personagem), há diálogos bem legais e reflexivos, além de, obviamente, deixar aquela lição feliz ao final da história.




Políssia


O filme mostra a vida dos policiais da Brigada de Proteção de Menores em Paris, que devem lidar diariamente com assuntos sérios, como fome e pedofilia. Além de cuidar desses assuntos, terão de receber Melissa, jornalista enviada pelo Ministério do Interior para realizar um livro de fotos sobre seu trabalho.

Vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2011, Políssia retrata o dia a dia dos policiais da Brigada e os casos enfadonhos com os quais precisam lidar, focando bastante no espaço social e pessoal dos personagens e na forma como as vidas das crianças são capazes de afetá-lo (ah, lembrando: cada situação apresentada foi baseada em um acontecimento real!). Como de costume no cinema francês, o filme é bastante cru e honesto, e seu ar meio documental nos faz viver os estresses e vitórias do grupo de personagens quando estes conseguem salvar o futuro de alguns dos pequenos, ao mesmo tempo em que nos pergunta quem é que pode salvá-los dessa convivência diária com a desgraça. Desses com final arrasador.

 




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