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24 fevereiro 2021

Review: Uma luta contra a Inquisição em A PLAGUE TALE - INNOCENCE

postado por Manu Negri

Quem é inquisidor e quem é praga pode entrar e pegar um cafezinho porque o texto da vez é, novamente, sobre um game que trata dessas duas coisas! Já assumi que deixei de ser a leitora assídua e a cinéfila chata de outrora para mergulhar nesse mundo de violência, alienação e nerds punheteiros que é o mundo de jogos. Follow the baile. 

A plague tale: innocence, disponível para PC (Windows), PS4 e Xbox One, é um game indie desenvolvido pelo Asobo Studio e publicado pela Focus Home Interactive. Bastante focado em sua proposta de história, coloca o jogador para acompanhar a jornada dos irmãos Amicia e Hugo na realidade da França do século XIV, em que precisam escapar dos soldados da Inquisição, que estão atrás do menino por causa de uma misteriosa doença que o isolou do mundo desde o seu nascimento. 

Com uma gameplay de cerca de 20 horas, na pele da adolescente, temos que aprender a lidar praticamente sozinhos com alguém tão sangue de "nosso" sangue, mas que mal conhecemos justamente pela impossibilidade da convivência. É nesse período que os laços de confiança, afeto e, também, desavenças, se aprimoram, fazendo com que nós, jogadores, também desenvolvamos nossa própria empatia por eles. 

Como se não bastassem o cenário hostil de uma guerra, a perseguição e a luta por sobrevivência por si só, Amicia e Hugo também enfrentam pelo caminho uma horda de ratos que não só transmite uma praga terrível, como pode te devorar vivo.  

É o tipo de jogo pra relaxar depois de um longo dia de trabalho.


Achou interessante? Então confere mais detalhes sobre jogabilidade e pontos positivos e negativos logo mais embaixo - SEM spoilers da história. :D


01 janeiro 2021

Review: TELL ME WHY - o primeiro game com protagonista trans

postado por Manu Negri

Não vou dizer os motivos de eu ter ficado ausente em praticamente 2020 inteiro porque esse ano dispensa justificativas, e também não prometo frequência de textos por aqui, por mais que eu queira, mas o importante é que vim tirar a poeira do blog no primeiro dia de 2021. 

Hoje, além de sonhar com vacinas, concluí a gameplay do game Tell me Why, lançado em setembro passado pelo estúdio francês DONTNOD, criador da franquia Life is Strange. Mais uma aventura episódica pra conta, com três capítulos de 2h30 - 3 horas cada (dependendo do seu nível de exploração, as always); mas, diferentemente de LiS, em que o espaço de lançamento entre os episódios era de meses, aqui foi de apenas uma semana pra cada. ATÉ QUE ENFIM, NÉ?

Disponível para Xbox, PC e Steam (onde joguei), Tell me Why acompanha o reencontro dos gêmeos idênticos Alyson e Tyler Ronan 10 anos depois de uma separação abrupta, ainda crianças, quando sua mãe atentou contra a vida do garoto, movida por transfobia. De volta à sua cidade natal no Alaska, onde o único lugar quente deve ser o cu de uma foca, ambos precisam vender a velha casa da família. No entanto, no meio do caminho, decidem montar um quebra-cabeças de suas vidas para conseguirem seguir em frente.  

Tratar de temas sociais virou uma característica notável da DONTNOD. Enquanto no primeiro Life is Strange a abordagem da relação de Max e Chloe se transformando de amizade para amor romântico foi mais discreta (mas não menos palpável), no segundo game da franquia o estúdio soltou a mão na bandeira do arco-íris: criou uma rota bissexual para o Sean, e aqui, em Tell me Why, temos o primeiro protagonista transsexual da história dos games. Tudo construído com muita sensibilidade e com a colaboração do GLAAD, um grupo de defesa LGBTQI+. 

A identidade de gênero do Tyler é algo bastante marcante na história, assim como o impacto disso para ele, mas definitivamente não é o que move a narrativa. Podemos inclusive dizer que Tell me Why daria um ótimo Life is Strange 3. Afinal, como comentou minha parça Áurea, a DONTNOD importou várias coisas da franquia, como uma estranha fixação por piratas, polaroids e deixar crianças órfãs e traumatizadas. 

Piadas à parte, TMW e LiS compartilham trilhas sonoras massas, um toque sobrenatural, temas que englobam conexões e relações humanas, uma direção de arte linda (alô, BRKS Edu) e a importância de fazer as pazes com o passado.


04 fevereiro 2019

LIFE IS STRANGE 2, episódio 2: Rules

postado por Manu Negri


Olá, amoreco, hora de matar a saudade da nossa franquia favorita de games com o lançamento do tão aguardado episódio 2 de Life is Strange 2 no dia 24 de janeiro, depois de 4 meses desde a estreia do primeiro episódio!

Se você ainda não jogou, cuidado: spoiler alert neste texto! E se você nunca jogou nada de Life is Strange e tá aqui só porque tem apreço por mim, saiba que está perdendo uma grande oportunidade de se apaixonar. E que os espíritos evoluídos levarão isso em consideração na sua próxima vida.

Tá certo? Tá certo. Então bora falar do que anda acontecendo na jornada dos irmãos Diaz:


O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA, E OS PODERES DO DANIEL CONTINUAM NUMA BOA (SERÁSE?)

Podemos considerar que sim, nos baseando apenas nos primeiros minutos de Rules. Sean e Daniel estão na neve, sem tomar um banho, sabe-se lá há quanto tempo sem lavar as partes com sabonete antibacteriano e sem encontrar uma tesoura.


01 outubro 2018

Com personagens inéditos, LIFE IS STRANGE 2 fala de xenofobia

postado por Manu Negri

Sean e Daniel

Eu estou atrasada com pelo menos três publicações sobre os últimos games que joguei (Until Dawn, To the moon e Detroit: become human), mas quem me conhece sabe que qualquer coisa de Life is Strange tem prioridade neste recinto.

Se é a primeira vez que você está no meu blog, é mentira que eu atraso posts, tá?

Bom, cremosos e cremosas, é isso aí! A continuação do universo criado pela francesa DONTNOD e publicado pela Square Enix finalmente foi lançada, com o seu primeiro episódio, no dia 26 de setembro, para PC (Steam), PS4 e Xbox One. Depois de muito especulado após o lançamento de Captain Spirit em maio – demo GRATUITA que liga Life is Strange 1 ao 2 –, muita gente descobriu que os novos protagonistas do game são dois irmãos, e não o menino Chris. (Quer dizer, gente que não viu trailers ou não acompanhou as novidades, risos.) É difícil se despedir de Max e Chloe. Mas, enquanto elas continuam vivas nos trabalhos de fãs, na HQ que sairá em breve e, talvez, na série live action da qual ninguém mais ouviu falar desde 2016, é hora de dar as boas-vindas a Sean e Daniel


26 junho 2018

Duas horas emocionantes na pele de CAPTAIN SPIRIT

postado por Manu Negri


Em maio do ano passado, a equipe criadora de Life is Strange divulgou um vídeo comemorando as 3 milhões de cópias vendidas, aproveitando para anunciar que o game, pela glória de Kate Marsh, ganharia uma segunda temporada, cujo desenvolvimento começou logo após o lançamento da mídia física do jogo original. Meses depois, uma nota discreta dizia que teríamos novidades sobre isso logo; motivo suficiente para Strangers (prazer) do mundo todo ficarem de orelhinhas em pé com a Electronic Entertainment Expo, carinhosamente (rs) conhecida como E3. Pra quem não sabe, o evento é o maior de games do mundo, e, pela primeira vez em três anos, a Square Enix, distribuidora de Life is Strange, apresentaria um painel com novidades. Com isso, os rumores de um teaser, trailer ou qualquer migalha sobre o jogo novo eram bem fortes, vinhado. 

Quem costuma acompanhar tudo o que sai na mídia a respeito dele sabe que a temporada nova não será com as mesmas personagens. E, para a nossa surpresa, pouco antes da E3 tivemos uma notícia, sim, mas com o anúncio de uma demo de Life is Strange 2 chamada The awesome adventures of Captain Spirit. Segundo Michel Koch, codiretor e diretor de arte de Life is Strange na desenvolvedora DONTNOD, esse minigame é um elo entre o primeiro jogo e o segundo e, à primeira vista, gira em torno de uma manhã de um sábado qualquer na vida de Chris, um garoto de 10 anos que tem imaginação de sobra pra transformar tudo à sua volta em mundos inteiros pra explorar. Koch disse que é um convite para sairmos da nossa rotina, que, muitas vezes, esquece como é a sensibilidade de uma criança, a fim de voltarmos um pouco à infância e sermos acertados em cheio pela nostalgia.

Bom, ele estava certo. Funcionou.


24 maio 2018

Sofrendo de psicose severa em HELLBLADE: SENUA'S SACRIFICE

postado por Manu Negri


Descrito por sua produtora britânica Ninja Theory como um jogo "AAA independente", Hellblade foi lançado em agosto de 2017 para PC, PS4 e Xbox One e já ganhou 5 prêmios no BAFTA Games 2018. Sem qualquer prévia da história ou tutorial, a não ser dos comandos dos botões, o game começa com uma guerreira celta em uma canoa em direção a um lugar qualquer, cercada pelos créditos da produção, que navegam tão lentamente quanto ela, já mostrando para o público uma palhinha da magnífica direção de arte. Descobrimos, então, que a guerreira em questão se chama Senua e está em viagem para Hel, um dos nove mundos da mitologia nórdica, a fim de salvar a alma de seu amado e falecido Dillion. De resto, sua história, suas dores e seus sonhos são revelados pouco a pouco, exceto por um detalhe importante e que é o chamariz desse jogo: Senua sofre de psicose severa, e o jogador vai sentir isso junto a cada passo que ela dá, em uma imersão fantástica que une temática celta/nórdica e psicologia.

Levando isso em consideração, se eu tivesse que definir Hellblade em uma única palavra, seria docaralho sombrio. Antes mesmo do menu surgir, e toda vez que você iniciar o game, um aviso desse aparece:



11 maio 2018

Sobre WHAT REMAINS OF EDITH FINCH, vencedor do "Oscar dos videogames"

postado por Manu Negri


Há um ano era distribuído pela Annapurna Interactive o game de suspense e aventura da Giant Sparrow que, em 2018, ganharia o BAFTA Games Awards de "Melhor jogo" – contrariando as apostas em Horizon Zero Dawn, sobre o qual já falei aqui. Disponível para PC, PS4 e Xbox One, What remains of Edith Finch conta a triste história das gerações da família Finch, que acreditava estar sob alguma maldição, já que os seus membros costumam morrer de forma trágica e repentina.

No jogo, estamos na pele de Edith, última da linhagem dos Finch, que retorna à antiga casa de seus antepassados anos depois de uma tragédia. Finalmente livre para explorar o lugar, ela tem a oportunidade de conhecer todos os cantos por onde viveram, já que praticamente cada cômodo da casa pertenceu a um Finch e sobreviveu até o momento como um grande memorial e um ode às suas (muitas vezes curtas) existências. Com um caderninho em mãos, nós, como Edith, passamos a reconstruir a árvore genealógica da família ao descobrirmos passagens secretas e quartos escondidos à medida que somos convidados a experimentar o último dia de vida de cada pessoa


12 março 2018

Lágrimas jorraram em FAREWELL, episódio bônus de LIFE IS STRANGE: BEFORE THE STORM

postado por Manu Negri


É pra glorificar de pé.

Depois de três (ou duas e meia) bolas foras, finalmente a Deck Nine mandou uma dentro. E ainda bem: porque estavam mexendo com as personagens mais queridas de Life is Strange; se o resultado final fosse um fiasco, o fandom ia reclamar mais que a Tulla Luana em dias de Colheita Feliz.

Não que Farewell (ou Despedida, no Brasil) esteja imune a críticas, mas, num modo geral, agradou bastante os fãs. O episódio bônus de Life is Strange: Before the Storm foi lançado globalmente no dia 5 de março nas plataformas PC, Xbox One e Playstation 4, depois de uma espera de mais de dois meses. Durando uma hora e meia, mais ou menos (quem gosta de explorar cada cantinho mínimo de cada espaço provavelmente vai gastar mais), ele se passa num período de algumas horas em um dia da infância/adolescência de Max e Chloe, quando ambas tinham 13 e 14 anos, respectivamente.


18 fevereiro 2018

O tecnológico e o primitivo em HORIZON ZERO DAWN

postado por Manu Negri


O primeiro game de mundo aberto a gente não esquece.

Quando coloquei o disco de Horizon Zero Dawn pra rodar pela primeira vez, era agosto de 2017. Desde então, portanto, até concluir a história, foram 6 meses jogando naquele meu ritmo maravilhoso de 3 horas a cada 3 semanas. Eu não esperava por essa; afinal, estava acostumada com jogos em que eu chegava ao fim com umas 10 ou 15 horas, com uma história fechadinha, e em Horizon me deparei com um novo estilo de game em que há uma narrativa principal a seguir, mas várias outras secundárias opcionais e inúmeros cenários pra explorar. 

Exceto por To the moon, que é um game bem simples e curtinho (e do qual falarei aqui em breve), eu fiquei presa à Horizon até terminá-lo – grande motivo que não me fez colocar RPG e mundo aberto na minha estante de favoritos. Apesar disso, quanto mais próxima eu estava do final, mais pena eu tinha de concluir a jornada da personagem. O jogo é um primor de tão bem feito.

Exclusivo para Playstation 4, desenvolvido pela holandesa Guerrilla Games, publicado pela Sony e ganhador de vários prêmios desde seu lançamento há um ano – incluindo "Melhor Jogo Original", atribuído pelo painel de juízes da Game Critics Awards –, Horizon Zero Dawn segue a trajetória de Aloy, uma arqueira ruiva de dreads maravilhosa que vive em um mundo pós-apocalíptico dominado por criaturas robóticas. Exilada de sua tribo junto do homem que a criou, o que mais deseja na vida é saber a sua origem e quem foi sua mãe, mas acaba descobrindo uma teia grandiosa de mistérios seculares.


20 dezembro 2017

LIFE IS STRANGE - BEFORE THE STORM: episódio #3 e análise geral

postado por Manu Negri


Bem, amigos da Rede Glóbo, enfim chegamos ao último episódio do jogo prelúdio de Life is Strange, lançado ontem globalmente para Playstation 4, Xbox One e Steam (PC). Já aviso que esse texto contém spoilers e, se você ainda não leu meu post sobre o episódio anterior, sugiro que o faça - principalmente se está decepcionado como eu.

Na última linha, eu faço uma pergunta: "Será que vou pagar língua?". Enumerei vários pontos críticos ao desenvolvimento da história, ao fanservice e ao potencial das supostas metáforas que o jogo estava mostrando. E, agora, com tudo concluído, minha resposta é: "não, não paguei". Infelizmente.

Se os dois primeiros episódios de Life is Strange - Before the Storm estavam demasiadamente centrados em amberprice service e na rápida evolução da relação entre Chloe e Rachel, Inferno vazio condensa (quase) todas as revelações da história do prelúdio. Isso me leva a uma desaprovação sob dois aspectos: 1) Deixou o episódio apressado e mal amarrado e 2) Inicialmente haveria mais momentos shippers aí, envolvendo o motivo da Chloe pintar uma mecha do cabelo de azul - segundo vazamentos de informações nas semanas anteriores, mas o estúdio Deck Nine voltou atrás após uma avalanche de críticas vindas do fandom. O que configura, ao mesmo tempo, um ponto positivo, já que a Deck Nine andou quebrando a canonicidade de Life is Strange (veja todas até o momento aqui), mas afetou a rota de quem escolheu "ALGO MAIS" no episódio de estreia, em detrimento de "AMIZADE" (não há diferenças românticas entre eles).


22 outubro 2017

LIFE IS STRANGE - BEFORE THE STORM: episódio #2

postado por Manu Negri


De volta, amiguinhos gamers, com o segundo episódio do prelúdio de Life is strange depois de quase 2 meses de espera. Isso não se faz com uma pessoa que sofre de ansiedade generalizada.

Brave new world se passa no dia seguinte ao dia ocorrido no primeiro episódio, como esperado, diante da mesa do diretor Wells, no meio de uma situação delicada que definirá o futuro de Chloe ou de Rachel, dependendo obviamente das suas escolhas como jogador. Acontece que a Blackwell está ciente do comportamento controverso da Chloe e da matadura de aula de ambas, acarretando na expulsão ou suspensão dela, levando ou não Rachel a participar da peça de teatro que acontece à noite.

Bom, não sei o que você fez, mas euzinha resolvi tomar pra mim (digo, Chloe) toda a culpa do ocorrido e fui (digo, ela foi) expulsa da escola - algo que aconteceria de qualquer forma, como está claro em Life is strange, porém não exatamente nesse período - levando a uma cena muito legal de pichação enfurecida no banheiro feminino (imagem ali em cima), amplificada pela canção No care, da Daughter. Uma sensação gostosa e dolorosa de nostalgia quando relembramos todas as pichações pelas quais a Max passou no jogo original e quando pensamos, também, que é nesse lugar  que Chloe é baleada pelo Nathan.


31 agosto 2017

LIFE IS STRANGE - BEFORE THE STORM: episódio #1

postado por Manu Negri


Seja lá quem for você, leitor, vai me ouvir ler dizendo as mesmas coisas caso tenha acompanhado meus textos sobre os games que andei jogando.

Life is strange foi o que me abriu as portas para esse vasto e maravilhoso mundo de jogos e foi o pontapé para a inauguração da categoria GAMES do blog, que, recentemente, tem sido a responsável pela maior movimentação por aqui. Life is strange é, também, a experiência mais envolvente que tive com um jogo até então, de uma forma que não consigo explicar muito bem a não ser na linguagem do amor. Por isso, não é difícil supor como fiquei com o anúncio do prelúdio Life is strange - Before the storm feito há uns meses.  


O hype estava altíssimo, apesar de eu estar em conflito com algumas coisas. Primeiro, que o jogo foi desenvolvido totalmente por outro estúdio, a Deck Nine. Segundo, que a história trata do início do relacionamento entre a Chloe e a Rachel, uma personagem que era o grande mistério de Life is strange original, e eu não sei (ou sabia) se estou (ou estava) disposta a conhecê-la melhor. Esse era o charme dela. Terceiro, que o Before the storm é em sistema que escolhas que impactam o desenrolar da trama, como o seu antecessor, mas com a diferença que neste nós sabemos o destino das personagens dali a três anos.

Portanto, mesmo empolgadíssima, eu estava com um sensato pé atrás. Ainda é cedo para julgar o prelúdio, considerando que seu terceiro e último episódio ainda será lançado no fim do ano (se o universo conspirar a favor). Mas já posso dizer que, pela balanço geral da estreia, estou positivamente surpresa. A Deck Nine fez um ótimo trabalho. 


14 agosto 2017

THE LAST OF US, um jogão da porra

postado por Manu Negri


Toda vez que eu transitava pela tela inicial do meu Playstation pra jogar Heavy Rain, topava com o thumbnail de The last of us esperando pelo dia em que eu estivesse preparada pra jogá-lo. Desde que comprei o videogame, só tive contato com jogos point and click (e poucos, ainda por cima), mas acabei com The last of us no meu carrinho de compras para aproveitar uma promoção relâmpago e o mantive lá, baixado, bonitinho. CALLING MY NAME. O game criado pela Naughty Dog é de ação/aventura e sobrevivência com tiros em terceira pessoa, e eu sabia que, além de ser com uma jogabilidade muito diferente de Life is strange, Beyond: two souls e Heavy rain, ele é altamente cultuado pelo público gamer do mundo todo, listado como um dos melhores jogos de todos os tempos.

Um belo dia eu resolvi testá-lo, assim, só um testezinho, pra ver diqualéquié, e caí numa armadilha ardilosa, visto que o teste durou aproximadamente um mês. Me senti um ser humano vitorioso, considerando que, noob que sou, não passaria de meia hora de game. É fato que joguei The last of us no modo Fácil (existem 5: Fácil, Normal, Difícil, Sobrevivente e Punitivo), mas, como previ, de fácil essa porra não teve nada.   

A história pode parecer familiar a princípio, mas, na prática, não é bem assim. Os Estados Unidos são um país num mundo pós-apocalíptico (iiih) depois que boa parte da população foi dizimada (iiihhhh) pela mutação de um fungo chamado Cordyceps, altamente contagioso, que infecta o hospedeiro e o transforma em uma criatura hostil e canibal. (aaahh, tá, zumbis, zzzz) Não. Eles não são mortos-vivos, são bem vivos, mas com o cérebro completamente comandado por esse fungo (que, aliás, existe na natureza e causa o mesmo dano a superpopulações de formigas. Veja aqui). Como se fosse raiva, saca? O que acaba gerando reflexões em relação aos infectados (é assim que eles são chamados); se eles sentem algo, se tentam lutar contra a infecção, se existe alguma consciência ou alguma dor. 

O legal do game é que, além desse detalhe, a história se passa vinte anos depois do início do contágio. Tempo suficiente pra uma nova sociedade, com outras regras e sem a cura, se estabelecer para sobreviver. É aí que entro no quesito gráfico de The last of us, que é simplesmente incrível e ambienta com detalhes como seria esse "novo mundo". São inúmeros e diferentes cenários desolados, sujos, bagunçados, alagados, com matagais tomando o lugar de prédios e carros abandonados nas estradas, fungos crescendo pelas paredes, casas vazias, cadáveres espalhados. É uma loucura de trabalho que devem ter tido, é muita riqueza, é tudo tão maravilhosamente realista que OMFGEHSGAUYGSIEAOLEH       


16 julho 2017

Investigando o Assassino do Origami em HEAVY RAIN

postado por Manu Negri


"Quão longe você iria por amor?"

Essa é a pergunta que Heavy Rain faz para você em seus materiais promocionais. 

Lançado em 2010 exclusivamente para PS3, esse jogo INCRÍVEL foi produzido pela Quantic Dream, distribuído pela Sony e dirigido e escrito pelo David Cage (mesmos responsáveis por Beyond: two souls, que já falei aqui). Presente na lista dos 25 melhores jogos para PS3 de todos os tempos, segundo a IGN, ele é um suspense estilo cinema noir com um enredo surpreendente e muito envolvente. Digno, de fato, de um ótimo filme policial.

Heavy rain interliga as vidas de quatro personagens que controlamos no desenrolar da história, cujo cerne são homicídios de crianças executados pelo chamado Assassino do Origami. Como o apelido sugere, com os corpos das vítimas são encontrados origamis, juntos de uma orquídea presa ao peito. Além disso, a chuva pesada do nome do game e a pergunta feita no início do texto têm tudo a ver com o modus operandi do sujeito misterioso: primeiro, que as mortes são sempre por afogamento na água da chuva e, segundo, são a consequência de uma série de tarefas escabrosas impostas aos pais das crianças como um teste para ver até onde eles aguentam ir para poupar a vida de quem mais deveriam proteger.



19 junho 2017

O que esperar de Life is Strange - Before the Storm

postado por Manu Negri


O segundo semestre de 2017 promete lindas emoções na minha vida. O reboot de IT – A Coisa será lançado. Finalmente vou a um show do Sigur Rós (e no Brasil). Ingressos pra Comic Con Experience comprados para o evento de dezembro. E vem aí o prelúdio de Life is strange.

Quando escrevi sobre o jogo no ano passado, não tinha muita noção de que hoje sentiria uma leve vergonha do título que escolhi pro texto: "Tô na bad por um jogo de videogame", sugerindo que é estranho em algum nível se emocionar com um, meu Deus, JOGUINHO. Pois arrisco dizer que, se Life is strange fosse um filme, e não um jogo, eu não teria me envolvido da mesma forma. E é por causa desse envolvimento, que está durando mais ou menos sete meses, que publico este post repleto de ansiedade e fogo no.

Lançado em 2015 pelo estúdio francês DONTNOD e distribuído pela Square Enix, ele foi um sucesso inesperado de crítica e público numa época em que a empresa desenvolvedora andava mal das pernas. Depois de alguns NAVGTR Awards, um BAFTA, a criação de um fandom gigantesco, memes maravilhosos, ship wars e muita fanfic e fanart pra matar as saudades e não deixar Chloe & Max morrerem em nossas memórias, eis que, na E3 deste ano, foi anunciado o lançamento de Life is strange - Before the Storm para o próximo 31 de agosto. A internet explodiu, e com razão, já que dias antes os rumores de um novo jogo rondavam os fóruns quando um usuário vazou art concepts.

Uma semana depois desse anúncio, muitas informações se desencontraram, teorias vieram à tona e, ainda há (acredito que até o fim do lançamento) desconfiança por parte dos fãs quanto à qualidade narrativa de Before the storm. O jogo focará na personagem da Chloe com 16 anos e em como ela iniciou sua amizade com a Rachel – o grande mistério do jogo original, algo que sempre foi muito especulado por nós. Portanto, surge a inevitável pergunta: será que mostrar justamente isso pode, de alguma forma, estragar parte da essência de Life is strange? Mesmo jogando o game duas vezes, Rachel permanece uma incógnita pra mim, e talvez eu queira que continue assim, rs. Talvez eu tenha medo de gostar dela. #pricefieldforever Particularmente, estou convivendo com sentimentos conflitantes. Ao mesmo tempo que estou com uma forte sensação de algo "não oficial" (como apenas uma visão sem marca registrada de como se deu o relacionamento entre as personagens), o hype bateu forte mesmo assim e não vejo a hora de me emocionar com o jogo.

Por isso, enquanto agosto não chega, a gente põe na balança alguns pontos relevantes sobre esse novo contexto:    


13 junho 2017

Eu fui a Ellen Page em Beyond: two souls e botei pra quebrar

postado por Manu Negri


Quando joguei Life is strange no computador, há quase sete meses, não imaginava que hoje estaria com um videogame novo em casa.

Eu gosto de me incriminar (mas ainda não sei o que é MMORPG)
Eu iniciei aquele texto dizendo que não me considerava gamer de verdade, já que não costumo acompanhar os lançamentos e minhas referências de vida eram Super Mario e derivados. A ponta visível da web que escondia a deep web gamística de mim. "Não posso, não há tempo". "Tempo a gente sempre arranja, mesmo que seja de madrugada", teria dito na época Jot, grande responsável por essa minha mudança de ideia e que me introduziu no mundo desses novos jogos. Segundo ele, existem gamers que jogam pela diversão (alô, Mario e Donkey Kong) e os que procuram conteúdos mais intensos (não que isso exclua a diversão, claro). Aparentemente, estou me afeiçoando muito a esse segundo tipo. Life is strange foi só a porta de entrada para drogas mais pesadas (apesar de eu ainda duvidar que outro jogo me faça sofrer tanto de abstinência quanto esse, como vocês verão mais por aqui).

E é nesse novo hobby, por onde ainda navego tímida fazendo descobertas tolas perante gamers experientes, que conheci Beyond: two souls, um jogo da Quantic Dream distribuído pela Sony exclusivamente para Playstation 3 em 2013. Também desenvolvido em sistema de escolhas (em que as escolhas do personagem suas, no caso influenciam o desenrolar de sua história), ele transita por 15 anos da vida da protagonista Jodie (Ellen Page), que nasceu com uma entidade presa ao seu corpo, que ela chama de Aiden. Muitas vezes agindo fora do controle do corpo dela (bem Poltergeist), Aiden é responsável por Jodie ser estudada em um laboratório da CIA, comandado pelo dr. Nathan (Willem Dafoe), e posteriormente usada em missões militares.


28 novembro 2016

Tô na bad por um jogo de videogame

postado por Manu Negri


Vamos começar esclarecendo uma coisa: eu não sou gamer. Os últimos jogos que fizeram parte da minha vida foram The Sims e Super Mario no Wii, pra vocês terem uma ideia. Nem tag pra essa categoria eu tenho pra encaixar a resenha no blog (relevemos, ok?). Por isso que eu me espantei comigo mesma quando me peguei aceitando a sugestão do meu amigo João "Jot" para experimentar Life is strange, um jogo concebido pela francesa Dontnod e distribuído pela Square Enix. Feito para jogar no PlayStation 3, 4, Xbox, Mac (via App Store, por exemplo) ou... tcharam: Windows! Pelo PC, é preciso primeiro instalar o Steam, uma plataforma específica para rodar o jogo, e depois ele propriamente dito. O primeiro episódio é grátis, tipo degustação de pão de queijo recheado em supermercado, feito com a certeza de que a pessoa vai gostar e querer mais. Mas calma que, para jogar o restante dos 4 episódios, custa menos que uma refeição digna no Outback: R$ 36. E vale a pena.

Sim, Life is strange é um jogo episódico, em que cada um dura em média 2h30 para ser concluído. Sei que existem outros jogos na mesma linha, mas eu, n00bie, achei o máximo. E soa como uma série de TV mesmo, com direito a créditos iniciais, tomadas cinematográficas, música de introdução e "Anteriormente, em Life is strange" nos episódios seguintes, recapitulando os acontecimentos mais importantes. E, assim como em uma série cativante, o jogo conta com personagens muito interessantes e uma premissa ótima: em uma pequena cidade da costa norte-americana, chamada Arcadia Bay, vive Maxine "Max" Caulfield, estudante de fotografia da renomada instituição Blackwell. Ela tem 18 anos, é introvertida, geek, insegura, gosta de ouvir suas musiquinha em paz, tem poucos amigos, mas um grande coração. (Pra mim, já bateu aquela identificação inicial, o que foi essencial pro jogo começar funcionando muito bem logo no primeiro episódio.) Num belo dia qualquer, Max vai ao banheiro feminino do colégio e encontra uma borboleta atrás dos boxes. Enquanto ela arma a câmera para bater uma foto, ouve uma voz masculina passar pela porta e, de longe, inevitavelmente assiste a uma cena que vai mudar a vida dela e a de várias outras: o dono da voz, um garoto de família rica de Arcadia Bay, está brigando com uma menina sobre dinheiro e atira em seu abdômen, matando-a. É aí que, num gesto desesperado para tentar fazer alguma coisa a respeito, Max descobre que tem poderes de voltar no tempo.

E todo mundo sabe que mexer com o tempo só dá em uma coisa: merda. Todo mundo viu o que aconteceu com o Ashton Kutcher.