21 janeiro 2017

A força de Moonlight está em suas sutilezas

postado por Manu Negri


Quem me acompanha no Twitter e leu o texto sobre La la land sabe o quanto eu estava esperando pra assistir Moonlight. Ele é um desses filmes que crescem na nossa memória com o passar do tempo, e eu precisei de um tempo pra poder digerir e entender as suas nuances antes de vir aqui. 

Considerado por boa parte da crítica mundial como o melhor filme de 2016, tem 98% de aprovação no Rotten Tomatoes, 99 no Metacritic, atuações aclamadas, conquistou o Globo de Ouro de Melhor Drama deste ano e consta como um dos favoritos ao Oscar. Moonlight é uma jornada bastante intimista de seu protagonista, Chiron, dividida em três fases de sua vida infância, adolescência e idade adulta , em que ele luta para construir sua identidade e sexualidade em uma sociedade extremamente machista e violenta


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13 janeiro 2017

La la land é uma preciosidade

postado por Manu Negri


Ontem foi a pré-estreia de La la land, um dos favoritos para entrar na corrida do Oscar. O que posso dizer? É um desses filmes que dá vontade de guardar num potinho, de tão adorável.

Mas, antes, uma confissão: paguei língua.


Sou especialista em tecer comentários requintados no Twitter. Esse foi publicado durante a exibição do Globo de Ouro, quando via La la land abocanhar todos os prêmios que torci para Moonlight levar. E, detalhe: eu não tinha assistido a nenhum dos dois ainda; Moonlight só estreia em fevereiro no Brasil, mas como a gente precisa se agarrar a alguma produção pra deixar a premiação mais emocionante, fui conquistada pelo trailer e pelos fucking 98% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Não que o Globo de Ouro tenha algum valor a não ser o buzz, mas é a primeira vez que um filme ganha 7 estatuetas – incluindo Melhor Filme de Comédia ou Musical. Sim, La la land é um musical, e, apesar de constar 3 musicais na minha lista de filmes favoritos da vida (Moulin Rouge, Chicago e Dançando no escuro), tenho uma pequena resistência a eles. Se você também tem, tente quebrá-la. Não prive-se de passar a sessão inteira assim:



12 janeiro 2017

Chacal: mais uma hamburgueria pra comer rezando

postado por Manu Negri


Interrompemos a programação de cinema, TV e literatura pra falar de outra coisa boa: comida. Mais especificamente, de hambúrgueres.

Como vocês podem ver aí na coluna da direita, o post mais lido do Vem aqui rapidão, pasmem, é a minha lista de hamburguerias belorizontinas que amo. E não vai sair desse ranking tão cedo, devo dizer.

Naquela época eu ainda não conhecia a Chacal, casa do ramo que abriu há quase 1 ano no bairro Dona Clara. Portanto, assim que que pintou o convite, fui prontamente conferir o que tem de bom nesse cardápio


O nome Chacal é inspirado no buldogue francês do proprietário, que também ilustra a marca. Assim fica mais fácil entender de onde veio a ideia de batizar os sanduíches de raças de cachorro: tem do pit bull ao yorkshire (mini-hambúrgueres! Aaawn), variando entre picanha, peixe, frango e até hambúrguer de shitake, senhoras e senhores. Acompanham batatas, claro, com molhinho barbecue, e você escolhe se quer na versão palito ou chips (de batata doce). Entre as bebidas, você encontra refris tradicionais e a saudosa Itubaína Retrô, sucos, cervejas da galera e cervejas especiais, e também drinks como caipivodkas e mojito.


06 janeiro 2017

The OA: uma série problemática que não consegui parar de assistir

postado por Manu Negri


[alerta de SPOILERS!]

The OA, a nova série original da Netflix, estreou em dezembro sem muito alarde, poucos dias depois da plataforma liberar um trailer de menos de dois minutos que não entrega quase nada, mas está recheado de mistérios. Criada pela dupla Brit Marling (que também interpreta a protagonista) e Zal Batmanglij (também diretor), responsáveis por filmes como A outra Terra, A seita misteriosa e O Sistema, e produzida por Brad Pitt, The OA fala pouco de si na sinopse, e com toda razão. Tudo que sabemos é que uma mulher chamada Prairie, após ser dada como desaparecida por sete anos, é encontrada depois de uma aparente tentativa de suicídio e retorna para os braços de sua família. O detalhe é que, ao sumir, Prairie era cega, e agora está enxergando. Ela tem dificuldades de se abrir com as pessoas sobre o que aconteceu nesses anos de ausência, possui cicatrizes bizarras nas costas e se transforma na nova "celebridade" da cidadezinha onde mora, que está alucinada pela sua história de vida.

Com um formato diferente, The OA apresenta 8 episódios com durações que variam entre meia hora e mais de uma hora, com passagens de um para outro mais fluidas do que em séries com que estamos acostumados, dando a sensação de um filme bem longo dividido em capítulos. O primeiro episódio me comprou totalmente. Eu estava completamente eufórica, pulando na cama, pronta pra comprar as alianças e jurar amor eterno à série. Mas, a partir do terceiro episódio, várias coisas começaram a me incomodar de forma irreversível.


02 janeiro 2017

Os (meus) melhores filmes de 2016

postado por Manu Negri


Foram 83 filmes assistidos em 2016 (será que em algum ano eu passo pelo menos dos 100? #juninha). Apesar de os premiados do ano começarem a aparecer só em meados de novembro e dezembro, nós, brasileiros, somos prejudicados porque a maioria deles estreia só a partir deste 2017 (como Moonlight, La la land, Manchester by the sea, Toni Erdmann e Eu, Daniel Blake).

Mas no ano passado e enterrado há apenas 1 dia, fui agraciada com produções sul-coreanas e brasileiras, com invasões zumbi, suspense, drama interracial, um olhar no centro do holocausto e muitos roteiros incríveis. :)

Seguindo a cultura desse bloguinho de anos anteriores, aí vão os 15 melhores filmes que assisti em 2016 (não importando seu ano de lançamento!):



15. ROGUE ONE: UMA HISTÓRIA STAR WARS, 2016, de Gareth Edwards | Trailer

Enquanto esperamos pelo oitavo episódio da saga, ABAIXA QUE É TIRO (literalmente) com essa história que se passa antes do Episódio IV: Uma Nova Esperança, que narra a missão de um grupo de rebeldes de roubar os planos da famosa Estrela da Morte, a fim de detectar seu ponto fraco e poder destruí-la.

Confesso que até a metade do filme eu não estava dando nada, achando a personagem da Felicity Jones não muito carismática e a química entre o grupo principal fraca, mas aí tudo começou a ficar substancialmente melhor. As últimas cenas são de tirar o fôlego, PRINCIPALMENTE a final. É um ótimo filme de guerra, e acho que o único de Star Wars que parece uma guerra real, talvez pelo forte apelo dramático e pelos sacrifícios e perdas inerentes a confrontos assim. Me senti no campo de batalha.