24 julho 2016

Clube dos Fracassados 2.0

postado por Manu Monjardim


Eu ainda não sei usar máscara pra aquarela, não sei acertar sombra e luz e não sei digitalizar a ilustração, mas é aos poucos que a coisa pega no tranco. :)

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22 julho 2016

Stranger things é amada pela nostalgia, não pela originalidade, e não há nada de errado nisso

postado por Manu Monjardim


Stranger things, nova série original da Netflix que estreou no dia 15 de julho, é a sensação do momento. Se você vive em outro planeta, explico: ambientados em 1983 em uma cidadezinha do Indiana, os episódios contam a história das crianças Mike, Dustin e Lucas, que saem em busca do amigo Will, desaparecido após entrar em contato com uma misteriosa (e asquerosa) criatura, enquanto o chefe de polícia monta uma investigação e descobre experiências secretas conduzidas pelo governo numa base militar. Tudo com muita, MUITA referência a filmes dos anos 1980, emocionando toda uma geração que viveu a infância nessa década e na seguinte.

A atmosfera de suspense e a ótima construção de personagens fazem a série funcionar muito bem. Ponto para os irmãos Duffer – produtores, criadores e diretores de Stranger things. Mas é de se confessar, mesmo com a facilidade de concluir a série numa só sentada, que há alguns furos, resoluções bem previsíveis e altos clichês envolvendo principalmente o núcleo adolescente da série. Sabe o que isso significa na hora da gente avaliar o todo? Nada. Que essas coisas se fodam, porque a gente quer ver, sentir e se apaixonar pela nostalgia vendida desde o primeiro trailer. E não tem nada errado nisso.

Tudo é muito evocativo em Stranger things. Desde o cartaz com visual bem oitentista, a tipografia em neon e a trilha sonora que remete totalmente aos trabalhos de John Carpenter, famoso pela direção e música do clássico de terror Halloween. A homenagem que a série faz ao período também abraça com força Steven Spielberg e filmes como Os goonies, Conta comigo e E.T – O extraterrestre.


Olha pra Drew Barrymore e pra personagem Holly, de Strangers. A roupa, as maria-chiquinhas. Pelo amor de Deus, passo mal. Depois de um certo tempo, não sei se comecei a enxergar referência em tudo quanto é lugar, mas em determinada cena que envolve as crianças fugindo de bicicleta dos veículos do governo, eu praticamente esperei que elas voassem com uma lua cheia no background. Em outro momento, em que uma das personagens assiste vidrada a um comercial da Coca-Cola, por mais que os contextos fossem totalmente diferentes, lembrei muito de quando o E.T fica bêbado sozinho em casa e zapeia a TV.

E isso aquiii? Tô precisando me acalmar? Tô.
Mas, definitivamente, o que mais gostei em Stranger things é o quanto ela me lembrou, em muitas passagens, de A Coisa – meu livro favorito, e que também virou filme, chamado aqui de IT – Uma obra-prima do medo. Aliás, citações a Stephen King também não faltaram por lá. A história do best-seller se passa na década de 1960 e 1980; tem como protagonista um grupo de crianças que se chamam de fracassados/perdedores e cuja força motora é a amizade, assim como na série; tem os valentões que praticam bullying; a perda da inocência; uma criatura mortalmente perigosa para combater e, pra completar, o ator que interpretou o personagem Mike está escalado para o remake de IT. STRANGER THINGS, VOCÊ ESTÁ FAZENDO UM JOGO COMIGO, GURRRL?

A interpretação das crianças é um show à parte: naturais, convincentes, carismáticas. Provavelmente a que mais vai chamar a atenção aqui é a Millie Bobby Brown, quem dá vida à personagem que chamam de Onze. É impressionante como ela consegue expressar tantos sentimentos só com o rosto, em especial os olhos, já que Onze tem poucas falas durante a série. Ela é o nosso E.T em Stranger Things: alguém que chega pra mudar a dinâmica das relações, quem faz os eventos girarem em torno de si e tem um papel muito importante na história toda. Achei os adultos menos destacáveis, com exceção de Winona Ryder (sdds!), que está ótima como Joyce Byers, mãe do garoto desaparecido.

A Netflix já confirmou a segunda temporada de Stranger things, mas eu sinceramente tenho até medo de estragarem o que está quase impecável. Só espero que os irmãos Duffer tenham previsto o desdobramento desde o começo e que os futuros novos episódios tragam ainda mais referências nostálgicas pra gente se deliciar.





20 julho 2016

Mr. Mercedes: o primeiro volume da trilogia policial de Stephen King

postado por Manu Monjardim


O que veio primeiro, o ovo ou a galinha? (-q)
E o homem? Nasce mau ou o meio o corrompe?

Há muito (muito) tempo, Rousseau e Hobbes defendiam perspectivas diferentes pra responder a essa pergunta. O primeiro dizia que o homem nasce bom, mas em contato com a sociedade – que é má –, torna-se mau. Já o segundo pregava o contrário: ele nasce mau, e a sociedade tem o papel de educá-lo, humanizá-lo e torná-lo sociável.

Não sei se o mundo chegou a uma conclusão quanto a isso, mas Stephen King pareceu estar inclinado para a segunda opção enquanto construiu o vilão de seu novo livro, lançado neste ano no Brasil. Com o detalhe que a sociedade não conseguiu transformá-lo, claro.

King mais uma vez nos mergulha em uma trama cheia de personagens complexos e críveis, mesmo que alguns deles morram logo nas primeiras páginas. Assim começa a história de Mr. Mercedes: em uma madrugada fria de uma cidade do Centro-Oeste, centenas de pessoas são atropeladas por um Mercedes enquanto aguardam em fila por uma vaga numa feira de empregos. O criminoso, conhecido como Assassino do Mercedes, escapa ileso do local e da investigação do então detetive Bill Hodges, que, mais de um ano depois e já aposentado, sente-se atormentado por não ter conseguido concluir o caso. Ele só não esperava que fosse voltar a seguir pistas depois de uma carta enviada pelo próprio vilão, sugerindo uma possível nova matança.

Mr. Mercedes é o volume I da trilogia Bill Hodges – composta também por Achados e perdidos e O último turno, que ainda não li – e nos apresenta à sina do ex-detetive Hodges atrás da identidade do criminoso, enquanto nós, leitores, já a conhecemos desde o início. Nesta primeira experiência como escritor de romance policial, Stephen King cria um paralelo mocinho x bendito bandido, nos inserindo na mente insana do psicopata Brady Hartsfield. O carinha, com um complexo de Édipo distorcido capaz de fazer Freud se remexer na poltrona, gosta de passar despercebido na multidão. Cínico, manipulador e incrivelmente humano, nosso monstro-homem é movido pelo prazer doentio de causar sofrimento às pessoas. A título de curiosidade: King, ao criar o universo a que pertence Brady, fez uma pequena homenagem a Freddy Krueger, personagem que virou ícone do gênero terror no cinema: Brady mora na Elm Street ("A nightmare on Elm Street", lembram?) e trabalha como motorista de um carrinho de sorvete, da mesma forma que Freddy fazia nos filmes pra atrair suas vítimas.      

Como de costume nas obras de King, a história se desenrola sem pressa, porém nem um pouco maçante, amarrando os caminhos de Bill, (as pessoas que aparecem no caminho e que serão fundamentais para o desfecho) e do Mr. Mercedes até que eles finalmente se cruzem: um disparo de cenas eletrizantes dignas de filme de ação. Bom, na vida real todo o livro está sendo digno é de seriado (:-P): está prevista para estrear em 2018, pela Audience Network, uma adaptação em 10 episódios. Êeee! Brendan Gleeson, mais conhecido como o Olho-Tonto Moody da franquia Harry Potter, já está confirmado como Bill Hodges. Já o papel de Brady Hartsfield havia ficado com Anton Yelchin, de Star Trek, mas quem acompanha marromenos as notícias do mundo cinematográfico sabe que ele faleceu recentemente em um acidente antes de finalizarem a pré-produção. :-(

Aguardemos. Até lá, dá tempo de todo mundo ler.



14 julho 2016

3 séries policiais que você precisa assistir

postado por Manu Monjardim


Não sei em que momento me transformei nessa pessoa que fala de séries no blog e que fica semanas sem assistir a um filme. Mas essa é a verdade, amigos e vizinhos. Nos últimos tempos, fui capaz de passar fins de semana de pijama, óculos e cabelo sujo, vivendo à base de sorvete e Ruffles com molho barbecue. Tudo, ao menos, trazendo boas consequências: paixonite por novos personagens e um post-recomendação feito com carinho. <3


THE KILLING


"Quem matou Rosie Larsen?" é a pergunta que sustenta boa parte das temporadas de The Killing. Trata-se de uma obra baseada na série dinamarquesa Forbrydelsen (não assisti, mas amigos que viram as duas acham The killing superior, mesmo sendo uma espécie de remake americano) que acompanha o dia a dia da investigadora-chefe Sarah Linden e seu parceiro Stephen Holder, que, apesar de suas gritantes diferenças, unem esforços para desvendar crimes horrendos. A química entre os dois é maravilhousarrr, e acho que um complementa o outro de forma perfeita. É incrível como The Killing consegue desenvolver tão bem os personagens principais e seus dramas pessoais. Linden, por exemplo, é fria, sem um pingo de senso de humor, rígida consigo e com os outros e um tanto negligente com o filho, mas o público torce pra que as coisas deem certo pra ela de toda forma (se você não torceu, sai daquiiiii). Ao mesmo tempo, arma o terreno pro crime em questão, insere os  personagens secundários de forma brilhante, nos envolve com eles, e encaminha episódio após episódio pra desfechos que fogem totalmente do óbvio.  

The killing tem quatro temporadas no total, mas o engraçado é que a AMC cancelou a série após o fim da terceira (POR QUÊ? Não sei, não faz sentido). Aí, nossa amada, idolatrada e poderosa Netflix a pegou no colo e fez o quê? Sim, produziu a última temporada, sem deixar a desejar hora alguma, e lançou tudo na plataforma. Motivo suficiente pra gente acender umas velas em gratidão – eu, principalmente, porque a história de Linden & Holder virou uma das minhas favoritas da vida.


BROADCHURCH


Arrasada (no bom sentido) com o fim de The killing e órfã, logo recebi várias recomendações pra assistir Broadchurch. A série britânica foca numa pequena e pacata cidade da Inglaterra (chamada Broadchurch) onde acontece um crime que choca os moradores: o assassinato de um garoto de 12 anos. Para comandar a investigação, o  experiente detetive Alec Hardy (conhecido como um dos Dr. Who) é convocado de outra região para duplar com a policial do local, Ellie Miller (interpretada por uma atriz que eu não conhecia, Olivia Colman, que está SENSACIONAL).

Como a ambientação é aquela típica cidade de interior, é comum a maioria dos personagens se conhecer e interagir entre si ao longo dos episódios. Logo na primeira cena, um belo plano sequência, vemos o pai do menino morto caminhar pela rua e cumprimentar várias pessoas que o telespectador vai conhecer em breve, nos mostrando que qualquer um deles poderia ser o assassino. E Broadchurch faz isso muito bem, levantando um pouco da vida de cada um e plantando a sementinha da desconfiança na nossa cabeça. Caraca, só pode ter sido ele! Não, pera, e aquela mulher ali? Muito estranha, tá escondendo alguma coisa. Putz, nada a ver, aposto que é o padre!

Gostei muito de como trabalharam a questão da mídia distorcer informações e levar uma população a não questionar sobre determinado fato, prejudicando a vida dos envolvidos e esfregando a hipocrisia das pessoas na nossa cara (há desdobramentos sensíveis sobre isso). Visualmente a série é lindíssima (que fotografia!), o suspense é muito bem amarrado e a revelação das circunstâncias do crime surpreende, mas há quem ache que as motivações tenham sido fracas. Acredito que a segunda temporada não foi tão coesa quanto a primeira, mas ainda assim mantém o bom nível. Dizem que virá uma terceira e última temporada em breve, então, enquanto não temos confirmações, aproveita pra caçar os torrents das outras (buá, não tem na Netflix, mas você conhece o Stremio?).


THE FALL


Reconhece esse mocinho da foto? Christian Grey, galã mela-calcinha de adolescentes e molieres maduras da trilogia 50 tons de cinza, com as mesmas tendências a amarrar mulheres na cama. Mas, anotem, com uma diferença: ele as mata depois. E não, isso não é um spoiler, porque o enredo de The fall não busca fazer você tentar adivinhar o criminoso: a série já o apresenta no primeiro episódio, uma vez que seu objetivo é contar uma história de investigação sob os pontos de vista do assassino e da polícia.

Jamie Dornan é Paul Spector, um sociopata serial killer gacto que sente prazer em tirar a vida de mulheres aparentemente bem sucedidas; uma fantasia muito bem escondida sob a fachada de marido e bom pai para seus dois filhos. Enquanto ele tenta dar continuidade aos seus crimes, a investigadora londrina Stella Gibson, vivida por uma es-ton-te-an-te Gillian Anderson (a eterna Scully de Arquivo-X), é escolhida para chefiar a equipe de detetives que procura pistas de sua identidade. Com um ritmo lento, porém instigante, The fall nos insere no dia a dia dos dois personagens até seus caminhos se cruzarem, culminando numa atmosfera inevitavelmente tensa. And, não menos importante que a narrativa eficiente, é a vibe superfeminista lacradora presente nos episódios e manifestada principalmente pela Stella: ela é um ótimo exemplo de personagem feminina forte, algo que só recentemente foi ganhando mais espaço e destaque nas produções. Segura, corajosa, independente, inteligente – em suma, FODA –, Stella protagonizou cenas com diálogos empoderadores que, inclusive, já vi rolando em compartilhamentos no Facebook sem saber sua origem.

 

 
"É isso o que realmente te incomoda, né? Ficar uma noite só. 
Homem fode mulher. Sujeito: homem; verbo: foder; objeto: mulher. Isso é ok. 
Mulher fode homem. Sujeito: mulher; objeto: homem. Isso não é tão confortável pra você, não é?"


"A mídia adora dividir as mulheres entre virgens e sedutoras, anjos e putas. Não vamos encorajá-los."


 

 
"Uma mulher, esqueci quem, uma vez perguntou para um amigo homem por qual motivo os homens se sentiam ameaçados por mulheres. Ele disse que tinham medo que as mulheres rissem deles. Quando ela perguntou para um grupo de mulheres por qual motivo elas se sentiam ameaçadas por homens, elas disseram: 'nós temos medo que eles possam nos matar'."


SEGURA ESSA MARIMBA, MONAMÚ

Coisa boa pra quem tem preguiça de começar série nova de muitos episódios: The fall tem só 11 (5 na primeira e 6 na segunda temporada), e tudo já na Netflix. A terceira e última deve chegar neste ano, já que a série foi cancelada pela BBC Two, mas sem previsão por enquanto de lançamento no Brasil pela plataforma.


03 julho 2016

DOIS filmes de terror decentes e UM ótimo

postado por Manu Monjardim


Quem ama filmes de terror sabe como é difícil hoje em dia encontrar um decente. Ótimo, então, é pra glorificar de pé. Às vezes é bom sairmos da zona de conforto da indústria hollywoodiana e procurarmos longas em outros cantos, que possivelmente vai sair coisa boa, como é o caso de dois filmes da Coreia do Sul que venho indicar hoje.


HUSH - A morte ouve


Vamos ignorar esse complemento podre "A morte ouve" do título brasileiro? Vamos. Hush é dirigido pelo jovem and promissor Mike Flanagan, que fez filmes como O espelho, O sono da morte (com o fofíssimo Jacob Tremblay, de O quarto de Jack) e já está na equipe de Ouija 2 - Origem do mal. Em Hush, conhecemos Maddie, uma escritora surda-muda que vive sozinha em uma casa no meio de um campo cheio de árvores sinistras e sem segurança alguma. Num belo dia, um doente sádico mascarado resolve aparecer por ali com um objetivo muito simples: matar Maddie. Assim, por diversão.

Já deu pra perceber que o lance aqui é a peculiaridade da protagonista, né? Ao contrário dos incontáveis filmes de terror em que temos a mocinha gostosa e burra tentando fugir de um assassino, Hush nos apresenta, graças a Deus, a uma personagem sagaz que tenta sobreviver a uma noite enquanto dribla sua condição de surda-muda. Mas, mesmo ela sendo sagaz, é bem provável que você passe o filme bancando o flanelinha de ações: ATRÁS DE VOCÊ!, NÃO VOLTA!, CUIDADO!, COOOOORRE DESGRAÇA, IIIIISSO GAROOOUTAR! Muita aflição, migues.

Hush tem nada mais, nada menos, que 100% de aprovação no Rotten Tomatoes (tudo bem que são apenas 13 críticas). E tá no catálogo da Netflix. Ou seja, marca aí na agenda pra assistir. :)



Medo


Topei com Medo depois que alguém me indicou o remake dele, disponível na Netflix, chamado O mistério das duas irmãs. Ainda não vi esse, mas decidi que a obra original deveria vir primeiro. Dirigido por Kim Jee Woon, esse filme sul coreano conta a história de duas irmãs muito unidas que voltam para casa após passar um tempo em um internato. Elas são recebidas de braços abertos pela madrasta, que logo depois se mostra uma mulher cruel. A partir daí, coisas estranhas, sobrenaturais e mutcho loucas começam a acontecer.

Medo foi, como dizem?, uma grata surpresa. Achei as atuações de todo mundo, sem exceção, ótimas. O ritmo é um pouco lento, intensificando a atmosfera de suspense e tensão, e, à medida em que a rotina da casa fica cada vez mais confusa ("QUE PORRA É ESSA?"), você entende que tem uma charada pra decifrar.



Eu vi o diabo


Eu vi o diabo também é dirigido por Kim Jee Woon e MANO DO CÉU, esse filme... olha, nem sei por onde começar. Talvez ele não seja terror, talvez não seja suspense ou talvez se enquadre apenas como uma versão coreana do estilo Tarantino de ser. Só sei que é preciso preparar o estômago pra muito, MUITO sangue e violência.

A história é: a noiva de um agente secreto é morta por um serial killer (vivido maravilhosamente por esse cara da foto que não sei falar o nome porque é em coreano e fica difícil decorar) (que também é protagonista de Old Boy). Cego pela fúria, ele começa a investigar os possíveis suspeitos do crime, até finalmente identificar o culpado. Mas, ao invés de matá-lo, resolve pôr em prática uma terrível e lenta vingança.

Terrível e lenta vingança. Ahhh, que delícia. Só que o assassino não é burrinho, e também vai fazer nosso mocinho sofrer um pouco, principalmente emocionalmente falando. A direção é um primor, a trilha e fotografia são ótimas e o final traz uma tristeza e melancolia muito coerentes com o desenvolvimento da vingança, mesmo dentro de um ritmo intenso de crueldade.  

É difícil esquecer a cena do táxi depois.