23 maio 2017

The keepers: quem matou a irmã Cathy?

postado por Manu Negri


Um combo é um combo, né, mores? Primeiro, é uma série documental que aborda um crime não solucionado. Segundo, é dos criadores de Amanda Knox e Making a murderer. Terceiro, é uma obra original Netflix; ou seja, tava dando sopa lá na home da plataforma, só me esperando dar o play.

O que significa que passei sete horas do meu último fim de semana enfurnada no quarto, de cabelo sujo, vivendo de pipoca e guaraná. De novo.

Desde sempre eu sou fascinada por histórias de crimes complexos, serial killers, mistérios, casos inconclusivos e, por isso, foi grande a minha alegria e surpresa ao abrir a Netflix e me deparar com uma nova obra original andando por esses caminhos. The keepers, que estreou no dia 19 de maio provando que não é preciso computação gráfica, castelos e dragões para criar uma abertura que nunca dá vontade de pular, traz a história real (claro, dã) da freira Cathy Cesnik, desaparecida e encontrada morta 2 meses depois em Baltimore no ano de 1969. Apesar das circunstâncias estranhas – um bairro extremamente pacífico e sem índices de homicídios; seu carro estacionado próximo ao seu apartamento, sujo de lama e com metade da bunda na rua –, ninguém encontrou o assassino. Com o passar dos anos, o caso ficou envolto por uma atmosfera de lenda urbana, sempre lembrado com lástima e sentimento de injustiça pelos moradores locais. Principalmente por duas senhoras em especial, Abbie e Gemma, ex-alunas aposentadas de Cathy que decidiram investigar por conta própria o ocorrido com sua professora favorita, convictas de que seriam capazes de chegar a uma conclusão. Mas, à medida que desenterravam a história da freira, descobriam uma cadeia de segredos horríveis escondidos no seio católico da cidade.

A teoria mais lógica era que Cathy estava prestes a escancará-los para o mundo.


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16 maio 2017

The handmaid's tale: a nova série do Hulu que você deveria estar assistindo

postado por Manu Negri


Eu não quero saber de Game of Thrones.
Não quero saber de Stranger Things (mentira, quero sim).
Se bobear, não quero nem saber de Westworld.

Só quero ver The handmaid's tale passando o rodo no Emmy, no Oscar e até no Melhores do Ano do Faustão.


Pode ser cedo pra colocar meus dedinhos no fogo, sendo que só assisti aos cinco episódios disponíveis até o momento, mas The handmaid's tale conseguiu me arrebatar com pouca coisa e já é considerada uma das grandes estreias de 2017.

Produzida numa parceria entre a MGM e o Hulu (serviço de streaming tipo Netflix), a série foi lançada no dia 26 de abril e, com uma semana (os episódios por lá são liberados semanalmente, como acontece em emissoras de TV), já foi renovada para a segunda temporada  sendo a a melhor estreia do Hulu entre produções originais e adquiridas. As críticas, por sua vez, receberam The handmaid's tale com ótima aceitação: lá no Rotten Tomatoes, que eu tanto menciono em meus posts ~cinéfilos, está com 100% de aprovação aka. 71 críticas positivas e 0 negativas.


12 maio 2017

CORRA! é maior que o seu hype?

postado por Manu Negri


Jordan Peele é conhecido por escrever projetos de comédia, como a série de cinco temporadas Key and Peele. Em Corra!, seu primeiro longa como diretor e roteirista, ele mescla as nuances do humor e do thriller para apresentar uma Crítica Social Foda™ sobre racismo. Se esse cenário já não fosse instigante o suficiente, pense que o filme tem 99% de aprovação no Rotten Tomatoes, angariando simplesmente 229 críticas positivas contra apenas 1 negativa. Um feito raro para obras do gênero atuais.

PENSA onde estavam as minhas expectativas.


17 abril 2017

Filmes da semana #10

postado por Manu Negri


Temos um novo FILMES DA SEMANA! AÊEE, TIA!

Hoje completam vergonhosos 6 meses desde que publiquei o post mais recente dessa série, o que me faz pensar que eu deveria mudá-la para FILMES DO SEMESTRE. Posso ficar justificando, dizendo que a corrida das premiações no fim de 2016 foi a grande culpada para eu focar nos candidatos ao Oscar, O QUE É VERDADE, mas prefiro partir para cinco diconas legais de filmes recentes pra vocês colocarem na listinha, passarem um pano nisso e me perdoarem. Em breve, teremos uma nota categoria por aqui também. <3


23 março 2017

A Fera, a nostalgia e a melhor princesa da Disney

postado por Manu Negri


Finalmente assisti à A Bela e a Fera. Foi um longo trajeto de uma semana frustrada entre sessões lotadas e/ou caras, até que cedi, em nome da minha sanidade emocional, a pagar por um ingresso um valor que apenas concordo quando se trata de pratos de comida elaborados.

Eu entrei na sala sabendo que nada poderia ser superior à animação dos anos 1990, que é, junto de O Rei Leão, minha animação favorita da Disney. Sabia, também, que essa live action era 95% igual à história da obra original. Muita gente criticou a ausência de originalidade, a "necessidade" de produzir o filme diante desse cenário, e eu só consigo pensar: tá tudo bem, gente. A proposta, creio eu, sempre foi recriar A Bela e a Fera de sempre, só que com seres humaninhos. Por isso, decepção passou longe de mim.

Como obra, achei o longa bonzinho. Mas, se considerarmos o grande e principal fator nostalgia, me acertou em cheio, bem na cara. E era isso o que eu estava procurando. Quando o castelinho da Disney e a rosa apareceram na tela, agarrei os braços da poltrona do cinema. Quando os habitantes da vila começaram com seus Bonjour, a boquinha tremeu. FEELINGS, minha gente, FEELINGS. Não sei nem explicar como A Bela e a Fera é capaz de me tocar de diversas maneiras, mas a principal delas diz respeito à mensagem de amar e aceitar alguém pelo que ela é, muito além do que as aparências mostram (inclusive falei disso no meu texto sobre o livro Extraordinário). E a Bela, em particular, me conquistou desde a primeira vez em que assisti à animação: gentil, altruísta, corajosa e muito à frente do seu tempo, era o tipo de personagem feminina que fugia dos estereótipos dos contos de fada da época e, por isso tudo, continua sendo a minha princesa favorita. Chupa, Frôze.