17 agosto 2017

20 estreias imperdíveis no cinema neste semestre de 2017

postado por Manu Negri


Queridos leitores, trago verdades: o ano está voando.

Isso pode ser ruim do ponto de vista de quem já quer esconder a idade ou não colocou nenhuma das metas de Réveillon na prática, mas, por outro lado, é quando muitos filmes aguardadíssimos estreiam no cinema. Parte deles, aliás, passível de entrar na corrida do Oscar.

Por isso, a convite dos Combos Net, fiz uma lista de 20 longas que entrarão em cartaz a partir deste mês, que é pra todo mundo anotar na agenda e não perder as datas. E já tem filme que estreou hoje!


ANNABELLE 2: A CRIAÇÃO DO MAL



Anos após a trágica morte de sua filha, um habilidoso artesão de bonecas e sua esposa decidem, por caridade, acolher em sua casa uma freira e dezenas de meninas desalojadas de um orfanato. Atormentado pelas lembranças traumáticas, o casal ainda precisa lidar com um amedrontador demônio do passado: Annabelle, criação do artesão.

Inspirada na boneca da Xuxa, essa prequel é, segundo as primeiras avaliações já liberadas, o melhor filme derivado da franquia iniciada com Invocação do Mal. Peter Debruge, da Variety, disse que “[o diretor] Sandberg novamente brinca com a iluminação, composição e suspense, enquadrando tomadas de uma forma que nos deixa constantemente procurando sombras por vestígios de movimentos, à medida que ele desenha cenas para uma tensão máxima”.


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14 agosto 2017

THE LAST OF US, um jogão da porra

postado por Manu Negri


Toda vez que eu transitava pela tela inicial do meu Playstation pra jogar Heavy Rain, topava com o thumbnail de The last of us esperando pelo dia em que eu estivesse preparada pra jogá-lo. Desde que comprei o videogame, só tive contato com jogos point and click (e poucos, ainda por cima), mas acabei com The last of us no meu carrinho de compras para aproveitar uma promoção relâmpago e o mantive lá, baixado, bonitinho. CALLING MY NAME. O game criado pela Naughty Dog é de ação/aventura e sobrevivência com tiros em terceira pessoa, e eu sabia que, além de ser com uma jogabilidade muito diferente de Life is strange, Beyond: two souls e Heavy rain, ele é altamente cultuado pelo público gamer do mundo todo, listado como um dos melhores jogos de todos os tempos.

Um belo dia eu resolvi testá-lo, assim, só um testezinho, pra ver diqualéquié, e caí numa armadilha ardilosa, visto que o teste durou aproximadamente um mês. Me senti um ser humano vitorioso, considerando que, noob que sou, não passaria de meia hora de game. É fato que joguei The last of us no modo Fácil (existem 5: Fácil, Normal, Difícil, Sobrevivente e Punitivo), mas, como previ, de fácil essa porra não teve nada.   

A história pode parecer familiar a princípio, mas, na prática, não é bem assim. Os Estados Unidos são um país num mundo pós-apocalíptico (iiih) depois que boa parte da população foi dizimada (iiihhhh) pela mutação de um fungo chamado Cordyceps, altamente contagioso, que infecta o hospedeiro e o transforma em uma criatura hostil e canibal. (aaahh, tá, zumbis, zzzz) Não. Eles não são mortos-vivos, são bem vivos, mas com o cérebro completamente comandado por esse fungo (que, aliás, existe na natureza e causa o mesmo dano a superpopulações de formigas. Veja aqui). Como se fosse raiva, saca? O que acaba gerando reflexões em relação aos infectados (é assim que eles são chamados); se eles sentem algo, se tentam lutar contra a infecção, se existe alguma consciência ou alguma dor. 

O legal do game é que, além desse detalhe, a história se passa vinte anos depois do início do contágio. Tempo suficiente pra uma nova sociedade, com outras regras e sem a cura, se estabelecer para sobreviver. É aí que entro no quesito gráfico de The last of us, que é simplesmente incrível e ambienta com detalhes como seria esse "novo mundo". São inúmeros e diferentes cenários desolados, sujos, bagunçados, alagados, com matagais tomando o lugar de prédios e carros abandonados nas estradas, fungos crescendo pelas paredes, casas vazias, cadáveres espalhados. É uma loucura de trabalho que devem ter tido, é muita riqueza, é tudo tão maravilhosamente realista que OMFGEHSGAUYGSIEAOLEH       


28 julho 2017

Uma Nolete pé no chão assistiu Dunkirk

postado por Manu Negri


É chegada quinta-feira, dia de estreias de filmes no cinema e do ingresso a preço de banana cultivada ao som de Bach.

Dunkirk e Baby driver entraram juntos em cartaz. Era preciso escolher com sapiência onde realizar o investimento. Visto que raramente consigo tomar decisões que demorem menos de três horas, um fator crucial pra apostar em Dunkirk veio da direção do filme:

Christopher Nolan é meu pastor e nada me faltará
Uma afirmação divisora de águas neste blog. Causadora de discórdias. Provocadora de unfollows. Filha da Tormenta. Sim, eu sou uma Nolete - termo criado pelos haters do Christopher Nolan para designar seus adoradores. Nolan é amado e odiado talvez na mesma proporção pelos quatro cantos da internet. Enquanto uns o consideram um gênio, visionário e gato, outros o acham pedante, presunçoso e alguém que subestima demais a capacidade intelectual de seu público ao rodar cenas extremamente expositivas. Vide Interestelar, criticado pa bosta por esse motivo, mas que eu AMO AMO AMOOOO, ME PROCESSA, FOFA.

Apesar de Nolete (na minha definição particular: "acredito nesse cara e quero acompanhar sua filmografia"), não acho que ele seja um gênio, tampouco pedante. Mas um diretor talentoso que, como qualquer outro, merece que seus filmes sejam analisados individualmente, sem ser pré-bombardeado por causa de qualquer histórico.

Dunkirk é baseado na história da Operação Dínamo, que conseguiu resgatar mais de 330 mil homens da cidade de Dunkirk durante a Segunda Guerra Mundial. A operação envolvia a retirada da Força Expedicionária Britânica e de outras tropas aliadas do porto da cidade, cercado pelas forças nazistas.


16 julho 2017

Investigando o Assassino do Origami em HEAVY RAIN

postado por Manu Negri


"Quão longe você iria por amor?"

Essa é a pergunta que Heavy Rain faz para você em seus materiais promocionais. 

Lançado em 2010 exclusivamente para PS3, esse jogo INCRÍVEL foi produzido pela Quantic Dream, distribuído pela Sony e dirigido e escrito pelo David Cage (mesmos responsáveis por Beyond: two souls, que já falei aqui). Presente na lista dos 25 melhores jogos para PS3 de todos os tempos, segundo a IGN, ele é um suspense estilo cinema noir com um enredo surpreendente e muito envolvente. Digno, de fato, de um ótimo filme policial.

Heavy rain interliga as vidas de quatro personagens que controlamos no desenrolar da história, cujo cerne são homicídios de crianças executados pelo chamado Assassino do Origami. Como o apelido sugere, com os corpos das vítimas são encontrados origamis, juntos de uma orquídea presa ao peito. Além disso, a chuva pesada do nome do game e a pergunta feita no início do texto têm tudo a ver com o modus operandi do sujeito misterioso: primeiro, que as mortes são sempre por afogamento na água da chuva e, segundo, são a consequência de uma série de tarefas escabrosas impostas aos pais das crianças como um teste para ver até onde eles aguentam ir para poupar a vida de quem mais deveriam proteger.



30 junho 2017

20 filmes para celebrarmos o Orgulho LGBTI

postado por Manu Negri


Junho é o mês da celebração do Orgulho LGBTI - movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais,
Transexuais, Travestis, Transgêneros e pessoas Intersexo. Órgãos como a ONU e a Anistia Internacional elegeram esta denominação com um padrão para falar desta parcela da população.“Intersexo” é o termo comumente usado para designar uma variedade de condições em que uma pessoa nasce com uma anatomia reprodutiva ou sexual que não se encaixa na definição típica de sexo feminino ou masculino. Por exemplo, uma pessoa pode nascer com uma aparência exterior feminina mas com anatomia interior maioritariamente masculina. Ou nascer com genitais que se situam algures entre o feminino e o masculino. (retirado daqui)

Ou seja, existem muitas, muitas nuances na sexualidade e identidade de gênero humanas bem bacanas de serem estudadas e compreendidas. É complexo e maravilhoso. A diversidade existe e precisa sim ser mostrada, goste você ou não.

Se não gosta, morre que passa.

Mais especificamente no dia 28 de junho é quando se comemora esse Orgulho, principalmente nas famosas paradas LGBTI pelo Brasil, em que se reivindica cidadania e direitos pela luta contra a homofobia (em meio a muita festa pelo que já foi conquistado, claro). A origem desse movimento começou em 1969,  onde aconteceu em Nova York a Revolta de Stonewall. Na noite de 28 de junho desse ano, homossexuais que se encontravam no bar gay Stonewall Inn (que existe até hoje), depois de muitos conflitos com a polícia, finalmente resolveram enfrentá-la, permanecendo por vários dias confinados dentro do bar. Com isso, receberam o apoio de uma multidão de LGBTs que, amontoados do lado de fora, apoiaram a resistência. URRA!

Um ano depois, a primeira parada gay aconteceu na cidade. Desde então, esse fato histórico é celebrado anualmente para clamar a liberdade do movimento. E, pra não perder o mês que já está indo embora, convido você a assistir os 20 filmes que listo a seguir com personagens LGBTI apaixonantes (ficcionais e verdadeiros).