16 julho 2017

Investigando o Assassino do Origami em HEAVY RAIN

postado por Manu Negri


"Quão longe você iria por amor?"

Essa é a pergunta que Heavy Rain faz para você em seus materiais promocionais. 

Lançado em 2010 exclusivamente para PS3, esse jogo INCRÍVEL foi produzido pela Quantic Dream, distribuído pela Sony e dirigido e escrito pelo David Cage (mesmos responsáveis por Beyond: two souls, que já falei aqui). Presente na lista dos 25 melhores jogos para PS3 de todos os tempos, segundo a IGN, ele é um suspense estilo cinema noir com um enredo surpreendente e muito envolvente. Digno, de fato, de um ótimo filme policial.

Heavy rain interliga as vidas de quatro personagens que controlamos no desenrolar da história, cujo cerne são homicídios de crianças executados pelo chamado Assassino do Origami. Como o apelido sugere, com os corpos das vítimas são encontrados origamis, juntos de uma orquídea presa ao peito. Além disso, a chuva pesada do nome do game e a pergunta feita no início do texto têm tudo a ver com o modus operandi do sujeito misterioso: primeiro, que as mortes são sempre por afogamento na água da chuva e, segundo, são a consequência de uma série de tarefas escabrosas impostas aos pais das crianças como um teste para ver até onde eles aguentam ir para poupar a vida de quem mais deveriam proteger.



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30 junho 2017

20 filmes para celebrarmos o Orgulho LGBTI

postado por Manu Negri


Junho é o mês da celebração do Orgulho LGBTI - movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais,
Transexuais, Travestis, Transgêneros e pessoas Intersexo. Órgãos como a ONU e a Anistia Internacional elegeram esta denominação com um padrão para falar desta parcela da população.“Intersexo” é o termo comumente usado para designar uma variedade de condições em que uma pessoa nasce com uma anatomia reprodutiva ou sexual que não se encaixa na definição típica de sexo feminino ou masculino. Por exemplo, uma pessoa pode nascer com uma aparência exterior feminina mas com anatomia interior maioritariamente masculina. Ou nascer com genitais que se situam algures entre o feminino e o masculino. (retirado daqui)

Ou seja, existem muitas, muitas nuances na sexualidade e identidade de gênero humanas bem bacanas de serem estudadas e compreendidas. É complexo e maravilhoso. A diversidade existe e precisa sim ser mostrada, queira você ou não.

Se não gosta, morre que passa.

Mais especificamente no dia 28 de junho é quando se comemora esse Orgulho, principalmente nas famosas paradas LGBTI pelo Brasil, em que se reivindica cidadania e direitos pela luta contra a homofobia (em meio a muita festa pelo que já foi conquistado, claro). A origem desse movimento começou em 1969,  onde aconteceu em Nova York a Revolta de Stonewall. Na noite de 28 de junho desse ano, homossexuais que se encontravam no bar gay Stonewall Inn (que existe até hoje), depois de muitos conflitos com a polícia, finalmente resolveram enfrentá-la, permanecendo por vários dias confinados dentro do bar. Com isso, receberam o apoio de uma multidão de LGBTs que, amontoados do lado de fora, apoiaram a resistência. URRA!

Um ano depois, a primeira parada gay aconteceu na cidade. Desde então, esse fato histórico é celebrado anualmente para clamar a liberdade do movimento. E, pra não perder o mês que já está indo embora, convido você a assistir os 20 filmes que listo a seguir com personagens LGBTI apaixonantes (ficcionais e verdadeiros). 


25 junho 2017

AO CAIR DA NOITE é mais um filme do "novo terror"

postado por Manu Negri


Quando falo "novo terror", me refiro à recente leva de filmes do gênero que estão deixando de usar jump scares e outros elementos convencionais para focar em um terror sugestivo, psicológico, que prefere usar o seu clima angustiante como forma de assustar e deixar o público tenso; muitas vezes evitam mostrar o inimigo, monstrinho, espírito, zumbi, the monho ou outra coisa qualquer. E, mais do que isso, fazem da sua atmosfera um pano de fundo pra revelar um drama mais profundo ou uma crítica social. Os exemplos estão aí: Boa noite, mamãe, Raw (ou Grave), Corra!, O Babadook, Corrente do mal, A bruxa.

Falando em A bruxa (da mesma produtora deste aqui, a A24), senti um forte déjà-vu ao fim da sessão quando comecei a ouvir alguns murmurinhos de pessoas insatisfeitas. "Que filme horrível", "Isso não é terror", "Perdi meu tempo". Elas, que esperavam outra coisa de um longa de terror estranhamente exibido em somente um cinema da rede Cinemark de Belo Horizonte (aparentemente, culpa da Diamond Films, que tem pouca força no mercado). Que estão acostumadas aos tais enlatados que vez ou outra comento aqui no blog, com conceitos entregues de bandeja para servir ao entretenimento puro. Não estou dizendo que quem gosta de consumir apenas esse tipo de cinema está errado, óbvio, mas é injusto dizer que obras como Ao cair da noite são ruins porque não explicam o que você vê em tela. Sinto falta de mais reflexões sobre o que acabamos de assistir; de afastar a preguiça de pensar que toma conta de boa parte do público que faz questão de gastar dinheiro em um ingresso; porque esse filme pede justamente isso: reflexões.

VOU NEM MENCIONAR ROTTEN TOMATOES.


22 junho 2017

Existem poucos vocais como o da London Grammar

postado por Manu Negri


 [screaming in indie language]

Essa história de amor começou quando eu ainda não fazia parte da história de amor. Em 2009, uma deusa chamada Hannah Reid conheceu Dan Rothman nos dormitórios da Nottingham University, na Inglaterra, onde começaram a escrever músicas juntos. À felicidade desse encontro, foi adicionada a presença do multi-instrumentista Dot Major, que veio moldar a banda London Grammar como a conhecemos hoje.

Foi só em 2012 que a popularidade do trio ganhou contornos sérios, com o lançamento do maravilhoso single Hey now, que rapidamente embolsou uma legiãozinha de seguidores cult. Nesse meu primeiro contato com eles, Hey now foi uma dessas músicas que escutamos repetidamente por semanas, sem enjoar. Fiquei completamente encantada com a voz da Hannah, que acredito ser algo muito peculiar num mar de artistas e bandas com vocais femininos jovens (apesar de lembrar a voz da Florence Welch, da Florence + the machine); é um timbre grave e suave ao mesmo tempo, mas com uma força que parece sair sem esforço algum da boca dela (dê uma olhada nas apresentações ao vivo). Não sei se a Hannah é contralto ou mezzo-soprano, mas sei que a bicha alcança lindamente tanto tons baixos quanto altos, que soam igualmente agradáveis. Pra mim, a segurança vocal dela é onde reside a grande potência de London Grammar, apesar de os garotos mandarem muito bem no trabalho de harmonia, com instrumentos de corda, piano, teclado e umas batidas eletrônicas. É impossível eu não aumentar o som do meu Spotify. 


19 junho 2017

O que esperar de Life is Strange - Before the Storm

postado por Manu Negri


O segundo semestre de 2017 promete lindas emoções na minha vida. O reboot de IT – A Coisa será lançado. Finalmente vou a um show do Sigur Rós (e no Brasil). Ingressos pra Comic Con Experience comprados para o evento de dezembro. E vem aí o prelúdio de Life is strange.

Quando escrevi sobre o jogo no ano passado, não tinha muita noção de que hoje sentiria uma leve vergonha do título que escolhi pro texto: "Tô na bad por um jogo de videogame", sugerindo que é estranho em algum nível se emocionar com um, meu Deus, JOGUINHO. Pois arrisco dizer que, se Life is strange fosse um filme, e não um jogo, eu não teria me envolvido da mesma forma. E é por causa desse envolvimento, que está durando mais ou menos sete meses, que publico este post repleto de ansiedade e fogo no.

Lançado em 2015 pelo estúdio francês DONTNOD e distribuído pela Square Enix, ele foi um sucesso inesperado de crítica e público numa época em que a empresa desenvolvedora andava mal das pernas. Depois de alguns NAVGTR Awards, um BAFTA, a criação de um fandom gigantesco, memes maravilhosos, ship wars e muita fanfic e fanart pra matar as saudades e não deixar Chloe & Max morrerem em nossas memórias, eis que, na E3 deste ano, foi anunciado o lançamento de Life is strange - Before the Storm para o próximo 31 de agosto. A internet explodiu, e com razão, já que dias antes os rumores de um novo jogo rondavam os fóruns quando um usuário vazou art concepts.

Uma semana depois desse anúncio, muitas informações se desencontraram, teorias vieram à tona e, ainda há (acredito que até o fim do lançamento) desconfiança por parte dos fãs quanto à qualidade narrativa de Before the storm. O jogo focará na personagem da Chloe com 16 anos e em como ela iniciou sua amizade com a Rachel – o grande mistério do jogo original, algo que sempre foi muito especulado por nós. Portanto, surge a inevitável pergunta: será que mostrar justamente isso pode, de alguma forma, estragar parte da essência de Life is strange? Mesmo jogando o game duas vezes, Rachel permanece uma incógnita pra mim, e talvez eu queira que continue assim, rs. Talvez eu tenha medo de gostar dela. #pricefieldforever Particularmente, estou convivendo com sentimentos conflitantes. Ao mesmo tempo que estou com uma forte sensação de algo "não oficial" (como apenas uma visão sem marca registrada de como se deu o relacionamento entre as personagens), o hype bateu forte mesmo assim e não vejo a hora de me emocionar com o jogo.

Por isso, enquanto agosto não chega, a gente põe na balança alguns pontos relevantes sobre esse novo contexto: