21 fevereiro 2017

Oscar 2017: tretas, atuações e filmes favoritos

postado por Manu Negri


Bem, migos e migas, faltam poucos dias pra cerimônia do Oscar 2017 e eu tinha prometido o que há uns dois meses? Assistir a todos os indicados de todas as categorias. Se eu consegui? Claro que não. Mas admiro esse meu otimismo, que nunca morre, de fazer as mesmas promessas a cada ano (exceto começar academia; dessa vez deixei pra lá).

Pelo menos deu pra fechar todos os concorrentes das categorias principais. E, dessa vez, achei os indicados a Melhor Filme, num geral, num nível mais alto se compararmos com a categoria de 2016. Talvez eu estivesse com uma birra filha da mãe pela esnobada que deram em Carol. É provável. Mas estava difícil me encantar. Anyway, é a primeira vez em eras que vou conseguir assistir ao Oscar inteiro sem ficar preocupada em acordar cedo no dia seguinte por motivos de trabalho, YAY! Obrigada, Carnaval. Eu sabia que você ia servir pra alguma coisa um dia.

Lembram da polêmica do Oscar So White que rondou a cerimônia do ano passado? Outra coisa boa da edição de 2017 é que temos vários atores negros concorrendo aos prêmios, além de filmes com protagonismo negro (e que não contam histórias sobre escravos ou empregadas domésticas quase escravas), como Moonlight, Um limite entre nós e Estrelas além do tempo. Isso é essencial pra representatividade de qualquer minoria social. E, como Viola Davis disse na entrega de seu Emmy em 2015, como vão premiar negros por papéis que não deram a eles? Bom, ainda bem que as coisas evoluíram um pouco nesse meio tempo. Que continue nesse ritmo.

Abaixo, em ordem de preferência, os filmes da categoria principal do Oscar, do que gostei e do que não gostei e quem acho que vai ganhar (como se fosse difícil prever). :D


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21 janeiro 2017

A força de Moonlight está em suas sutilezas

postado por Manu Negri


Quem me acompanha no Twitter e leu o texto sobre La la land sabe o quanto eu estava esperando pra assistir Moonlight. Ele é um desses filmes que crescem na nossa memória com o passar do tempo, e eu precisei de um tempo pra poder digerir e entender as suas nuances antes de vir aqui. 

Considerado por boa parte da crítica mundial como o melhor filme de 2016, tem 98% de aprovação no Rotten Tomatoes, 99 no Metacritic, atuações aclamadas, conquistou o Globo de Ouro de Melhor Drama deste ano e consta como um dos favoritos ao Oscar. Moonlight é uma jornada bastante intimista de seu protagonista, Chiron, dividida em três fases de sua vida infância, adolescência e idade adulta , em que ele luta para construir sua identidade e sexualidade em uma sociedade extremamente machista e violenta


13 janeiro 2017

La la land é uma preciosidade

postado por Manu Negri


Ontem foi a pré-estreia de La la land, um dos favoritos para entrar na corrida do Oscar. O que posso dizer? É um desses filmes que dá vontade de guardar num potinho, de tão adorável.

Mas, antes, uma confissão: paguei língua.


Sou especialista em tecer comentários requintados no Twitter. Esse foi publicado durante a exibição do Globo de Ouro, quando via La la land abocanhar todos os prêmios que torci para Moonlight levar. E, detalhe: eu não tinha assistido a nenhum dos dois ainda; Moonlight só estreia em fevereiro no Brasil, mas como a gente precisa se agarrar a alguma produção pra deixar a premiação mais emocionante, fui conquistada pelo trailer e pelos fucking 98% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Não que o Globo de Ouro tenha algum valor a não ser o buzz, mas é a primeira vez que um filme ganha 7 estatuetas – incluindo Melhor Filme de Comédia ou Musical. Sim, La la land é um musical, e, apesar de constar 3 musicais na minha lista de filmes favoritos da vida (Moulin Rouge, Chicago e Dançando no escuro), tenho uma pequena resistência a eles. Se você também tem, tente quebrá-la. Não prive-se de passar a sessão inteira assim:



12 janeiro 2017

Chacal: mais uma hamburgueria pra comer rezando

postado por Manu Negri


Interrompemos a programação de cinema, TV e literatura pra falar de outra coisa boa: comida. Mais especificamente, de hambúrgueres.

Como vocês podem ver aí na coluna da direita, o post mais lido do Vem aqui rapidão, pasmem, é a minha lista de hamburguerias belorizontinas que amo. E não vai sair desse ranking tão cedo, devo dizer.

Naquela época eu ainda não conhecia a Chacal, casa do ramo que abriu há quase 1 ano no bairro Dona Clara. Portanto, assim que que pintou o convite, fui prontamente conferir o que tem de bom nesse cardápio


O nome Chacal é inspirado no buldogue francês do proprietário, que também ilustra a marca. Assim fica mais fácil entender de onde veio a ideia de batizar os sanduíches de raças de cachorro: tem do pit bull ao yorkshire (mini-hambúrgueres! Aaawn), variando entre picanha, peixe, frango e até hambúrguer de shitake, senhoras e senhores. Acompanham batatas, claro, com molhinho barbecue, e você escolhe se quer na versão palito ou chips (de batata doce). Entre as bebidas, você encontra refris tradicionais e a saudosa Itubaína Retrô, sucos, cervejas da galera e cervejas especiais, e também drinks como caipivodkas e mojito.


06 janeiro 2017

The OA: uma série problemática que não consegui parar de assistir

postado por Manu Negri


[alerta de SPOILERS!]

The OA, a nova série original da Netflix, estreou em dezembro sem muito alarde, poucos dias depois da plataforma liberar um trailer de menos de dois minutos que não entrega quase nada, mas está recheado de mistérios. Criada pela dupla Brit Marling (que também interpreta a protagonista) e Zal Batmanglij (também diretor), responsáveis por filmes como A outra Terra, A seita misteriosa e O Sistema, e produzida por Brad Pitt, The OA fala pouco de si na sinopse, e com toda razão. Tudo que sabemos é que uma mulher chamada Prairie, após ser dada como desaparecida por sete anos, é encontrada depois de uma aparente tentativa de suicídio e retorna para os braços de sua família. O detalhe é que, ao sumir, Prairie era cega, e agora está enxergando. Ela tem dificuldades de se abrir com as pessoas sobre o que aconteceu nesses anos de ausência, possui cicatrizes bizarras nas costas e se transforma na nova "celebridade" da cidadezinha onde mora, que está alucinada pela sua história de vida.

Com um formato diferente, The OA apresenta 8 episódios com durações que variam entre meia hora e mais de uma hora, com passagens de um para outro mais fluidas do que em séries com que estamos acostumados, dando a sensação de um filme bem longo dividido em capítulos. O primeiro episódio me comprou totalmente. Eu estava completamente eufórica, pulando na cama, pronta pra comprar as alianças e jurar amor eterno à série. Mas, a partir do terceiro episódio, várias coisas começaram a me incomodar de forma irreversível.