02 dezembro 2021

9 motivos para assistir Arcane, a maior estreia da história da Netflix

postado por Manu Negri

Sabe o conceito de "chegar chegando"? Foi o que Arcane fez ao entrar no catálogo da Netflix em novembro e, no mesmo dia, desbancar nomes como Round 6 como série mais assistida, tomando o lugar do TOP 1 em 38 países. Foi assim que, quase instantaneamente, se tornou a maior estreia da plataforma, colecionando milhões de plays.

Essa explosão de sucesso começou pelo fato de que Arcane é baseado no universo do game League of Legends, distribuído de forma online e gratuita. Nessa, imagine quantos jogadores e fãs existem ao redor do mundo. E, desde seu lançamento, em 2009, o game só vem se expandindo, ganhando competições globais em transmissão televisiva e até apresentações musicais. Negócio de outro mundo.

Eu, que só tinha ouvido falar do game (e nem vou jogar, porque definitivamente não é minha praia), não botei muita fé a princípio. Além disso, confesso que fiquei com preguiça por ser série de animação. Acho que, inconscientemente dentro do meu preconceito, encarei a obra como uma provável experiência entediante. Shame on me, eu sei; logo eu, que digo pra não julgar uma obra pela "capa", né? Mas, para o meu prazer, graças a certas insistências de certas arrobas, eu dei o play no primeiro episódio e, após seus 45 minutos, já estava totalmente entregue

Arcane é ambientada na subterrânea e esquecida Subferia e na próspera região de Piltover, que vivem numa guerra civil. A história gira em torno de duas irmãs, Vi e Powder, que precisam sobreviver em meio à pobreza da periferia sombria enquanto a "Cidade do Progresso" avança em descobertas científicas capazes de mudar o futuro da região.

Mas algo trágico acontece, que irá separar as irmãs por longos anos e trazer consequências duras para os povos do lado alto e da cidade baixa.


Além do sucesso de audiência na Netflix, Arcane conquistou nota acima de 9 no IMDB e este feito aqui:


Sim, eu confio na crítica cinematográfica e na compilação do Rotten Tomatoes, rs.

E se isso tudo aí ainda não ajudou você a começar Arcane, vamos a outros 9 motivos pra assistir?


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10 novembro 2021

7 Documentários De True Crime Em Streaming Pra Você Assistir

postado por Manu Negri

Documentários true crime

Sinta-se à vontade sem se sentir constrangido por gostar de true crime, meu camarada detetive de sofá. Aqui, somos iguais.

Quando escrevi o texto 4 documentários de crimes que deixam qualquer pessoa puta da vida, há uns três anos, a Netflix ainda monopolizava o streaming no Brasil. Mas, hoje, com tantas opções mais de assinatura (e de parasitar assinaturas dos amigos), chegou a hora de dar uma atualizada por aqui.

Se existe um gênero do cinema que eu amo, é documentário. E, se for documentário de true crime, pode me dar o controle remoto e o balde de pipoca que o dia vai ser de festa. Não sei exatamente o que me causa mais fascínio, se é o mistério em si, como se dá a investigação policial, o debate sobre mentes criminosas ou a obsessão em dar um rosto ao suspeito da história. Só sei que o tema tem ficado cada vez mais popular, especialmente em podcasts (visto que me tornei uma ouvinte aplicada, coisa que nunca me imaginei sendo), e é muito legal encontrar tanta gente que curte a mesma vibe.

Nestes últimos tempos andei consumindo muita coisa boa dentro do true crime e, pensando nessa comunidade que ama compartilhar novas descobertas no meio, vim indicar 7 documentários massa de true crime exclusivamente em streamings pra você colocar na sua lista:   


24 fevereiro 2021

Review: Uma luta contra a Inquisição em A PLAGUE TALE - INNOCENCE

postado por Manu Negri

Quem é inquisidor e quem é praga pode entrar e pegar um cafezinho porque o texto da vez é, novamente, sobre um game que trata dessas duas coisas! Já assumi que deixei de ser a leitora assídua e a cinéfila chata de outrora para mergulhar nesse mundo de violência, alienação e nerds punheteiros que é o mundo de jogos. Follow the baile. 

A plague tale: innocence, disponível para PC (Windows), PS4 e Xbox One, é um game indie desenvolvido pelo Asobo Studio e publicado pela Focus Home Interactive. Bastante focado em sua proposta de história, coloca o jogador para acompanhar a jornada dos irmãos Amicia e Hugo na realidade da França do século XIV, em que precisam escapar dos soldados da Inquisição, que estão atrás do menino por causa de uma misteriosa doença que o isolou do mundo desde o seu nascimento. 

Com uma gameplay de cerca de 20 horas, na pele da adolescente, temos que aprender a lidar praticamente sozinhos com alguém tão sangue de "nosso" sangue, mas que mal conhecemos justamente pela impossibilidade da convivência. É nesse período que os laços de confiança, afeto e, também, desavenças, se aprimoram, fazendo com que nós, jogadores, também desenvolvamos nossa própria empatia por eles. 

Como se não bastassem o cenário hostil de uma guerra, a perseguição e a luta por sobrevivência por si só, Amicia e Hugo também enfrentam pelo caminho uma horda de ratos que não só transmite uma praga terrível, como pode te devorar vivo.  

É o tipo de jogo pra relaxar depois de um longo dia de trabalho.


Achou interessante? Então confere mais detalhes sobre jogabilidade e pontos positivos e negativos logo mais embaixo - SEM spoilers da história. :D


01 janeiro 2021

Review: TELL ME WHY - o primeiro game com protagonista trans

postado por Manu Negri

Não vou dizer os motivos de eu ter ficado ausente em praticamente 2020 inteiro porque esse ano dispensa justificativas, e também não prometo frequência de textos por aqui, por mais que eu queira, mas o importante é que vim tirar a poeira do blog no primeiro dia de 2021. 

Hoje, além de sonhar com vacinas, concluí a gameplay do game Tell me Why, lançado em setembro passado pelo estúdio francês DONTNOD, criador da franquia Life is Strange. Mais uma aventura episódica pra conta, com três capítulos de 2h30 - 3 horas cada (dependendo do seu nível de exploração, as always); mas, diferentemente de LiS, em que o espaço de lançamento entre os episódios era de meses, aqui foi de apenas uma semana pra cada. ATÉ QUE ENFIM, NÉ?

Disponível para Xbox, PC e Steam (onde joguei), Tell me Why acompanha o reencontro dos gêmeos idênticos Alyson e Tyler Ronan 10 anos depois de uma separação abrupta, ainda crianças, quando sua mãe atentou contra a vida do garoto, movida por transfobia. De volta à sua cidade natal no Alaska, onde o único lugar quente deve ser o cu de uma foca, ambos precisam vender a velha casa da família. No entanto, no meio do caminho, decidem montar um quebra-cabeças de suas vidas para conseguirem seguir em frente.  

Tratar de temas sociais virou uma característica notável da DONTNOD. Enquanto no primeiro Life is Strange a abordagem da relação de Max e Chloe se transformando de amizade para amor romântico foi mais discreta (mas não menos palpável), no segundo game da franquia o estúdio soltou a mão na bandeira do arco-íris: criou uma rota bissexual para o Sean, e aqui, em Tell me Why, temos o primeiro protagonista transsexual da história dos games. Tudo construído com muita sensibilidade e com a colaboração do GLAAD, um grupo de defesa LGBTQI+. 

A identidade de gênero do Tyler é algo bastante marcante na história, assim como o impacto disso para ele, mas definitivamente não é o que move a narrativa. Podemos inclusive dizer que Tell me Why daria um ótimo Life is Strange 3. Afinal, como comentou minha parça Áurea, a DONTNOD importou várias coisas da franquia, como uma estranha fixação por piratas, polaroids e deixar crianças órfãs e traumatizadas. 

Piadas à parte, TMW e LiS compartilham trilhas sonoras massas, um toque sobrenatural, temas que englobam conexões e relações humanas, uma direção de arte linda (alô, BRKS Edu) e a importância de fazer as pazes com o passado.


04 janeiro 2020

RETRATO DE UMA JOVEM EM CHAMAS é pura poesia visual

postado por Manu Negri


(pode seguir sem medo, não tem spoilers!)

Antes de qualquer coisa, um feliz 2020 pra quem vive a vida no modo episódico e aproveita as viradas de ano para retomar projetos, tirar desejos do papel, investir nas verduras, perder barriga, ver mais filmes. Como eu.

A quem possa interessar, em 2019 entreguei este blog às moscas sem data pra retorno por uma série de motivos envolvendo tempo apertado e muito trabalho pra fazer (ainda não o conhece? Clica aqui, rapaz!). A princípio, diante desse caminho, minha ansiedade e frustração atingiram seu pico, mas nada pude fazer a não ser reconhecer as minhas prioridades. Agora, neste novo ano, depois de organizar melhor meus horários, pretendo voltar a escrever mais aqui, ainda que mais esporadicamente. E o motivo que me fez despertar esse defunto, assunto do texto de reestreia, foi Retrato de uma jovem em chamas.

É com pesar que digo que, desta vez, não farei uma lista dos melhores filmes assistidos em 2019 porque foi o ano em que menos investi no cinema em muito tempo. Mas Retrato é um dos poucos que assisti na vida e que considero simplesmente perfeito.