26 outubro 2016

7 motivos para assistir Westworld, a nova série da HBO

postado por Manu Negri


Se você num tá nem sabendo de nada, deixa eu apresentar: Westworld é a nova série que estreou na HBO no dia 2 de outubro, inspirada no filme de mesmo nome lançado em 1973 e dirigido por Michael Crichton. Ainda estamos no episódio 4 dos 10 previstos para essa primeira temporada, mas é certo que a série já conseguiu fisgar a atenção de uma boa fatia de espectadores, especialmente nessa época de hiatus de outras séries. Dizem, inclusive, que Westworld chegou para ocupar o vazio que Game of Thrones deixará em nossos corações, agora que seu fim se aproxima. Se é verdade, eu não sei, mas eu já trouxe alguns bons motivos pra você começar a acompanhar a história:


1. Essa é a mistura do Velho Oeste com Sci-fi  


Tem que ter charme pra dançar boniiiiito! (não rima, foda-se)

Eu confesso que nem Velho Oeste e nem Sci-fi são gêneros que me atraem. Mas em Westworld essa junção parece beeem promissora, ainda mais com esse ingrediente que eu amo tanto chamado mistério. Não tem nada de viagem no tempo e nem extraterrestres invadindo saloons; a história é a seguinte: Westworld é um PARQUE DE DIVERSÕES temático ultramoderno do futuro e ambientado no Velho Oeste (arrá), que recebe "jogadores" milionários de todos os cantos para literalmente viver o personagem que quiserem nesse mundo particular. Por 40 mil dólares por dia, você escolhe sua roupa, sua arma, seu chapéu e vive aventuras junto de muitos outros personagens que estão em Westworld especialmente para servi-lo: bandidos, prostitutas, donzelas, mocinhos, padres, bêbados, caçadores de recompensa e por aí vai. O detalhe é que esses personagens do jogo, apesar de serem exatamente iguais a humanos na aparência e no comportamento, na verdade são androides fodasticamente construídos para viver roteiros próprios dentro de seus universos. Jogadores humanos não podem morrer em Westworld, mas podem "matar" os androides; eles nunca se lembram das várias vidas que vivem justamente por não terem consciência e nem lembranças, sendo limpos, reestruturados e analisados diariamente.

Mas algo nos diz que isso está para mudar.

Esse é o grande lance de Westworld. À medida que passamos a sentir empatia pelos androides e algum nível de identificação – afinal, eles choram, sentem dor, sangram e têm suas próprias histórias como se fossem um de nós –, eles começam a ter sinais de que estão se recordando de outros dias que viveram e morreram, lutaram, conversaram e se envolveram com outros androides e jogadores. Mais: estão começando, de algum modo, a desenvolver consciência. Quais serão as consequências disso para os criadores do parque e para os jogadores que estão lá?


2. J. J. ABRAMS É O PRODUTOR EXECUTIVO


Não vou dizer que tudo em que J. J. Abrams toca vira ouro porque Revolution e Alcatraz foram canceladas (rs). Mas o cara é superconhecido na indústria de filme e TV, principalmente por ter cocriado, produzido e roteirizado Lost (o maior amor e maior decepção "serística" da minha vida) e, mais recentemente, por ser o cabeça da equipe de Star Wars – O despertar da força. Tem muito mais coisa famosa na carreira dele, tipo Super 8, Alias, Cloverfield, Fringe, Armageddon e Star Trek. Ou seja, o cara é pica das galáxias e sabe muito bem o que faz. Com ele como um dos produtores de Westworld, a série tem muito potencial pela frente.


3. Jonathan Nolan é um dos criadores


Você talvez não conheça JONATHAN, mas conhece CHRISTOPHER Nolan, simplesmente o ser humano responsável pela direção de A origem, O grande truque, Amnésia, a trilogia do Batman e Interestelar. Jonathan e Christopher são irmãos e de duas, uma: ou talento vem de berço, ou os dois trocaram muitas figurinhas ao longo de suas carreiras.

O caçula, que assina o roteiro de Westworld junto da esposa, Lisa Joy, também escreveu os roteiros de vários dos filmes que Chris (íntima mesmo) levou às telas; Amnésia foi baseado em um conto de sua autoria, ele adaptou o livro The prestige para O grande truque, se encarregou de O cavaleiro das trevas e escreveu Interestelar depois de meses estudando física. Preciso dizer mais alguma coisa? PRECISO, Brasil?

Acho que não.


4. Olha esse elenco, querido



O melhor elenco de série recente que você respeita. Por onde começar? Talvez pelo ganhador do Oscar por O silêncio dos inocentes, Anthony Hopkins? O eterno Hannibal Lecter interpreta Robert Ford, o proprietário de Westworld, que não faz muito esforço pra ganhar nossa afeição, mesmo que não saibamos muito a seu respeito. Ed Harris, outro premiado e veterano ator que esteve em O show de Truman, Pollock, Apollo 13 e As horas é um personagem mega misterioso que chamamos de Homem de Preto – um jogador com experiência de fucking 30 anos em Westworld. Evan Rachel Wood, quem concorreu ao Globo de Ouro quando tinha apenas 16 anos pelo filme Aos 13, tem no seu currículo Once and again, Across the universe, True Blood e um relacionamento com Marilyn Manson (rs); aqui, faz o papel de Dolores, uma androide delicada, romântica e muito apegada à vida na fazenda que aos poucos desperta para a sua verdadeira origem.

No elenco ainda temos James Marsden, Thandie Newton, Jimmi Simpson, Ben Barnes e...


5.  Ah, tem o Rodrigo Santoro!       


Tcharam! Você não precisa ser fãzoco do cara pra poder prestigiar o trabalho de um artista brasileiro em uma série gringa de potencial sucesso, né? E olha que coisa boa: o personagem dele APARECE e TEM FALAS RELEVANTES. Não vai ser aquela participação porca que foi em Lost e deixou a gente chupando dedo. Bom, pelo menos é o que tudo indica.

Santoro vive Harlan Bell, um androide aparentemente estilo canalha de bom coração, meio Sawyer Ford, que ainda não se revelou totalmente mas já deixou um gostinho bom.


6. Mistérios e teorias


Labirintos? Consciência? Realidade alternativa? Revolução das máquinas? Homem de preto? Há um androide entre os funcionários humanos de Westworld? Arnold ainda está vivo de alguma forma?

Eu não sei você, mas eu me amarro em histórias que plantam sementinhas de charadas, mistérios e outros questionamentos que deixam o espectador com a pulga atrás da orelha. Westworld não é nenhum Lost da vida, que mostrava monstros de fumaça bizarros, ursos polares em ilhas desertas ou acontecimentos loucos que só tinham (e se tinham) explicação 3 temporadas depois, mas já tem pano pra manga suficiente pra que novos fãs comecem a criar teorias.


7. Westworld já tem um final definido


Poucas coisas são tão ruins quanto séries que ganham novas temporadas encomendadas por causa da audiência e enchem uma linguiça danada, com histórias que não acrescentam em nada ou acabam estragando o que havia sido construído até então.

Em contrapartida, uma das coisas que mais gostei em Breaking Bad, por exemplo, foi que a trama era redondinha e contou tudo o que tinha pra contar com perfeição em suas cinco temporadas. E olha que coincidência: Westworld também está planejada para acabar na quinta temporada. A série ficou em desenvolvimento durante três anos e sofreu atrasos em sua estreia justamente porque J. J. Abrams queria que tudo fosse acertado para a história ter o fim que a equipe planejou. Ou seja, grandes chances de uma conclusão no mínimo coerente e decente, ainda mais se é o Nolan escrevendo. 


Eu poderia adicionar um bônus enfatizando que Westworld ainda está no início, então dá tempo de você assistir o que já foi exibido e começar a acompanhar a galera – isso SEMPRE é um chamariz pra mim, que tenho resistência em começar séries novas. De qualquer forma, acho que esses sete motivos já são suficientes pra ver que a nova aposta da HBO tem tudo pra decolar. Se você chegou até aqui e já assistiu a pelo menos algum episódio, comenta aqui embaixo o que achou. :-D


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