30 dezembro 2015

Os (meus) melhores filmes de 2015

postado por Manu Negri


Aqui a retrospectiva não envolve palhaçada na política ou terrorista fazendo ameaça, e sim personagens fictícios cativantes que proporcionaram ótimas experiências no cinema.

Não ultrapassei o número de filmes assistidos no ano passado, pra minha surpresa, mas é bom que serve pra meta de 2016: aumentar ainda mais essa dose. Foi relativamente fácil selecionar os 15 melhores filmes vistos este ano; o difícil foi listá-los em um ranking. Mas está aí. Aproveitemos o espaço pra trocar figurinhas. :) (ninguém aproveita /cry)

Lembrando que não são necessariamente filmes lançados em 2015!



Bela obturação!
15. WHIPLASH, 2014, de Damien Chazelle | Trailer

Quem acompanhou o Oscar deste ano ouviu falar bem (nos dois sentidos) desse filme. O solitário Andrew quer ser o fodão, a última bolacha (digo, biscoito) do pacote, a última Coca-Cola do deserto quando o assunto é bateria. Pra isso, ele entra na melhor escola de música dos EUA, mas não esperava que seu professor, o bam-bam-bam do jazz, fosse levá-lo ao seu limite físico e mental.




14. SHAME, 2011, de Steve McQueen | Trailer

Michael Fassbender é Brandon, um cara que vive sozinho e passa os dias lidando com seu vício por sexo. Sim, ele só pensa naquilo. Mas engana-se quem está aí gritando "Eita coisa boa", porque, como todos sabemos, vícios acabam sendo muito prejudiciais. E Brandon, que sofre na mesma medida em que tem orgasmos, precisa enfrentar a súbita estadia da irmã mais nova em sua casa – algo que quebra totalmente sua rotina.




13. DENTE CANINO, 2009, de Yorgos Lanthimos | Trailer

Esse filme, olha... esse filme, ó. Doentio do jeitinho que o freguês gosta. Não tem entranhas, não tem gente comendo cocô ou bebendo xixi de ninguém (não que eu me lembre), mas vai te perturbar num nível bom. A história é sobre uma família que criou os 3 filhos isolados do mundo, sem qualquer contato com qualquer pessoa ou coisa além dos muros da casa. É tudo o que posso dizer.




12. LAURENCE PARA SEMPRE, 2012, de Xavier Dolan | Trailer

Laurence, aos 30 anos, decide revelar para o mundo que é transsexual. Vai dar aulas de maquiagem e salto, usa roupas femininas e enfrenta todo tipo de olhar por onde passa. Mas, mais que um filme sobre a transição de alguém em busca do eu verdadeiro, é uma história de amor. Afinal, Laurence tem uma namorada, Fred, quem resolve apoiá-la em todo o processo. Se isso vai dar certo, basta assistir. :B




11. UM CORPO QUE CAI, 1958, de Alfred Hitchcok | Trailer

Acredite quando te disserem que Hitchcok manjava dos paranauê. Puta filme bem dirigido, com um uso incrível de cores. Nele, um detetive aposentado que tem fobia de altura é contratado pra vigiar os passos de uma mulher com tendências suicidas, mas, durante a missão, acontecem umas merdas (tipo ele se apaixonar por ela, mas isso é só o começo).




10. PERDIDO EM MARTE, 2015, de Ridley Scott | Trailer

Matt Damon interpreta Mark Watney, um astronauta azarado do cacete que, em uma missão em Marte, é dado como morto pela tripulação após uma tempestade sinistra. Acontece que ele é sortudo do cacete também, em parte, porque na verdade ele sobrevive, aí é azarado de novo porque não tem recursos suficientes pra sobreviver, mas a sorte vem a seu favor de novo e ele vira o MacGyver. Sacou?




9. MAD MAX - ESTRADA DA FÚRIA, 2015, de George Miller | Trailer

Vamos dispensar a sinopse, porque você já sabe. Foi o filme-bafafá do ano. Pera, o quê? Você disse que Mad Max não tem história? Bitch, please. O filme tem muito a falar de feminismo, opressão, governos autoritários, alienação e a habilidade de pessoas tocarem guitarras flamejantes em cima de carros desgovernados. E tudo isso em um grande espetáculo visual.




8. O PODEROSO CHEFÃO, 1972, de Francis Ford Coppola | Trailer

Como assim você nunca tinha assistido, Manuela?, alguns dirão. Como assim ele pode ficar em um ranking fora do primeiro lugar?, pensarão outros. Pois é, né, é a vida. Só sei que Al Pacino tá mó gatinho nesse filme, fazendo um personagem que não lembro o nome, mas é filho do Marlon Corleone e não quer de jeito nenhum fazer parte da máfia que construiu sua família. Um clássico, uma obra memorável, mas que fica em oitavo sim.




7. BOA NOITE, MAMÃE, 2014, de Severin Fiala e Veronika Franz | Trailer

Falei desse filme aqui no blog quando o nome dele ainda era gringo: Goodnight Mommy. Eu achei um filme de horror duca, mas alguns amigos que assistiram por indicação minha sacaram o "segredo" da história logo no começo e a coisa perdeu a graça um pouco, com razão. Só me resta dizer QUE LÁSTIMA. A história é sobre dois irmãos gêmeos que recebem em casa a mãe recém-chegada de uma cirurgia plástica no rosto e que começa a agir de modo estranho.




6. DISQUE M PARA MATAR, 1954, de Alfred Hitchcok | Trailer

Esse filme é sensacional, moças e rapazes: tenso do início ao fim, muito inteligente e acontece praticamente todo num mesmo cenário. Um cara decide matar a esposa por vingança de corno e pra herdar uma grana, mas sem sujar as mãos: ele chantageia um ex-colega de faculdade pra estrangulá-la, dando a entender que o crime teria sido cometido por um ladrão, mas algo dá errado durante a execução do plano.




5. DIVERTIDA MENTE, 2015, de Pete Docter | Trailer

Um dos melhores desenhos animados que eu vi nos últimos anos. Talvez o melhor. Supercriativo, com um design de produção maravilhoso e que funciona muito bem pra adultos. Se vocês não conhecem (é possível isso?), ele narra as aventuras de um "painel de controle" da mente de uma garotinha, formado por 5 emoções principais: Raiva, Nojinho, Tristeza, Medo e Alegria, que é tipo a Sininho numa versão tilelê que aplaude o por-do-sol.




4. O QUE TERÁ ACONTECIDO A BABY JANE?, 1962, de Robert Aldrich | Trailer

Genial e simples, apenas, e com duas lendas do cinema: Bette Davis e Joan Crawford. Jane Hudson é uma velha amargurada e decadente, incapaz de aceitar que a fama que atingiu na infância – quando era conhecida por Baby Jane – já não existe há tempos. Obrigada a cuidar da irmã, de quem sempre teve inveja, por conta de um acidente que a deixou paraplégica, ela resolve encarnar novamente a personagem Baby Jane, passando por cima de tudo e de todos.




3. CAROL, 2015, de Todd Haynes | Trailer

Meu post anterior a esse é todo sobre esse filme encantador, onde sutileza é a palavra-chave para apreciá-lo. Cate Blanchett e Rooney Mara estão sambando na cara das inimiga nos papéis de Carol e Therese, duas mulheres que se apaixonam numa Nova York dos anos 50, uma época em que homossexuais eram tratados por médicos e vistos como pessoas completamente imorais (o que, infelizmente, ainda acontece muito atualmente).




2. QUE HORAS ELA VOLTA?, 2015, de Anna Muylaert | Trailer

Quando eu assisto a um filme duas vezes no cinema, ou seja, abro a carteira mais de uma vez só pra isso, é porque o apego é grande. Ele não tá mais na corrida do Oscar, mas eu te amo, Val! Val, no caso, é a protagonista: empregada doméstica há anos da mesma casa, ela recebe a visita da filha Jéssica, quem não vê desde criança e vai prestar vestibular na cidade. A partir daí, ela muda sem querer a dinâmica da família dos patrões, escancarando preconceitos. 


(abismo *risos*)




1. MOMMY
, 2014, de Xavier Dolan | Trailer

Xavier Dolan, meu amor. Atualmente, também conhecido como "o mocinho que dirigiu o clipe Hello, da Adele". Quando eu assisto a um filme duas vezes no cinema... [2]. Me dá até um nó na garganta quando tento descrever o quanto Mommy me tocou e me toca só de relembrar algumas cenas. É a história de Steve, um garoto problemático e violento que é expulso do internato e obrigado a viver com sua mãe solteira, Diane. Aos trancos e barrancos ela tenta sustentar os dois, ao mesmo tempo em que recebe o apoio da nova vizinha da rua, Kyla.

Bons filmes pra gente em 2016! :D


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